Pesquisadores das Universidades Federais de Pernambuco (UFPE) e do Rio Grande do Norte (UFRN), junto a equipes da Defesa Civil de Maceió, estão realizando visita técnica e monitoramento nos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, regiões afetadas por rachaduras e instabilidade do solo. A ação faz parte do Termo de Cooperação Técnica 2 firmado entre a Braskem e a Prefeitura de Maceió, começou na quarta-feira (4) e segue até sexta (6).
O objetivo é realizar um estudo dos locais atingidos, apoiar nas ações de monitoramento da área, fazer um acompanhamento e tentar medir as movimentações das minas de exploração de sal-gema. As atividades consistem em reuniões técnicas, visita de campo, compartilhamento de dados e alinhamento de trabalho entre as instituições.
De acordo com a Defesa Civil, os profissionais foram contratados como consultores do órgão. Na equipe de consultores estão especialistas em geologia, engenharia geotécnica, mecânica das rochas e engenharia de minas, e de cartografia, além de estudantes de mestrado e doutorado de engenharia geotécnica.
“Estamos trabalhando com diversos pesquisadores importantes das duas Universidades. A gente já vinha trabalhando de forma remota com os profissionais e agora eles estão em Maceió para conhecer a sede da Defesa Civil, equipamentos instalados e a área afetada pela instabilidade de solo. Teremos reuniões, visitas em campo e compartilhamento de informações importantes para qualificar o trabalho que realizamos junto com a Defesa Civil Nacional e com o apoio técnico do Serviço Geológico do Brasil. Esta consultoria se junta ao colegiado que acompanha o problema na tomada de decisões importantes deste fenômeno geológico que é considerado o mais complexo no Brasil e o sexto mais complexo mundialmente”, disse o coordenador-geral da Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos.
Entre os pesquisadores estão o professor da UFPE Roberto Coutinho, que tem pós-doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley – Grupo de Engenharia Geotécnica, e o professor Aderson Nascimento, PhD em geofísica pela Universidade de Edimburgo e coordenador do Laboratório Sismológico da UFRN.
“A gente vinha em um trabalho já significativo, de organização, dando apoio, mas agora com uma equipe multidisciplinar vamos iniciar um trabalho junto com a Defesa Civil e todas as outras instituições de forma que a gente possa contribuir para a sociedade. O importante é um bom entendimento, bom conhecimento dos processos que estão ocorrendo e a informação precisa, mas com muito cuidado para que não haja um mal entendimento de tudo o que está ocorrendo. O problema é sério, é importante, é complexo, e por isso mesmo exige muito cuidado. Tem várias instituições juntas nesse trabalho integrado para trazer essa contribuição à sociedade”, disse o professor e pesquisador Roberto Coutinho.
A Defesa Civil também informou que a equipe de pesquisadores participou da construção da rede sismográfica que está sendo instalada na área para acompanhamento do problema e que vai ajudar na medição das minas.
“É importante ressaltar que na parte de sismicidade, foi decidido pela Defesa Civil junto conosco de integrar o trabalho do professor Anderson, um trabalho muito importante que é feito, dentro do projeto como um todo. Isso tem um papel importante que a gente vai ter todos os dados em conjunto e fazer uma avaliação uma análise integrada”, concluiu Coutinho.
Termo de Cooperação Técnica
A consultoria dos pesquisadores das UFPE e UFRN é uma das ações que estavam previstas no Termo de Cooperação Técnica 2, firmado em 2019 entre a Prefeitura de Maceió e a Braskem.
Ainda segundo a Defesa Civil, o plano de trabalho desse termo prevê a instalação de rede sismográfica, consultoria das universidades para monitoramento e subsídios às ações do órgão, estruturação da sede da Defesa Civil, da comunicação com poços de monitoramentos, doação de DGPS e acesso do sistema do órgão aos dados dos DGPS da Braskem. Parte dos itens do plano de trabalho já foi realizada.
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Pesquisadores da UFPE e UFRN realizam visita técnica com Defesa Civil de Maceió, AL, em bairros afetados por rachaduras — Foto: Ascom/Defesa Civil
Fonte: G1








