Os alertas de desmatamento em Rondônia aumentaram 83% em agosto de 2020 na comparação com o mesmo mês em 2019. É o que revela o levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgado nesta terça-feira (15). Os dados são medidos por um sistema do próprio instituto.
Em toda Amazônia, os alertas subiram 68%. O instituto afirma que é o pior mês de agosto verificado nos últimos 10 anos de monitoramento.
Segundo o Imazon, foram 211 km² detectados com resquícios de desmatamento em Rondônia em um único mês, contra 115 km² em agosto do ano passado.
No mesmo mês deste ano, o estado segue na quarta posição do ranking (com 14% do total) das regiões com mais alertas de perda de floresta, ficando atrás de Pará (37%), Amazonas (19%) e Acre (18%).
Os dados do Imazon apontam que Porto Velho é a cidade com maior número de alertas: 85 km² de floresta foram destruídos em agosto. Lábrea (AM) e Altamira (PA) também perderam uma área relevante no mês passado, com 72 km² e 61 km², respectivamente.
A reserva rondoniense Rio Preto-Jacundá também segue no topo no ranking entre as unidades de conservação mais castigadas, com perda de 62 km² de área em agosto deste ano.
A alta nos alertas nos nove estados da Amazônia Legal em agosto de 2020 em comparação com o mesmo mês de 2019 ficou da seguinte forma:
- Maranhão – alta de 314%
- Amapá – alta de 300%
- Tocantins – alta de 200%
- Acre – alta de 172%
- Amazonas – alta de 121%
- Rondônia – alta de 83%
- Roraima – alta de 75%
- Pará – alta de 31%
- Mato Grosso – alta de 17%
Desde janeiro, conforme o Imazon, a Amazônia perdeu 5.190 km² de mata nativa – alta de 23% em relação ao mesmo período de 2019.
Como o Imazon mede o desmatamento
O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon foi criado em 2008. Ele se baseia em imagens de satélites para captar a mudança do uso do solo. Com isso, afirma o Imazon, é possível detectar desmatamentos a partir de 1 hectare, mesmo sob condição de nuvens.
O sistema de alertas do governo, chamado de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), usa imagens de satélite de 6 hectares.
As imagens são captadas e analisadas pela ferramenta de monitoramento do instituto. O Imazon afirma que, atualmente, o SAD utiliza os satélites Landsat 7 (sensor ETM+), Landsat 8 (OLI), Sentinel 1A e 1B, e Sentinel 2A e 2b (MSI) com os quais é possível detectar desmatamentos a partir de 1 hectare mesmo sob condição de nuvens.
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Sistemas de monitoramento da Amazônia têm objetivos e metodologias diferentes — Foto: Juliane Souza/G1
Fonte: G1








