Começou nesta terça-feira (7) a demolição dos prédios do conjunto habitacional Jardim das Acácias, no Pinheiro, condenados pela Defesa Civil de Maceió por causa das rachaduras que surgiram no solo. No total, quatro blocos devem ser demolidos até o dia 5 de maio.
A demolição teve início por volta das 8h e a área na região segue interditada.
A Prefeitura de Maceió adotou a medida por causa do risco de tombamento das estruturas, constatado no relatório técnico da Coordenadoria Especial Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), que recomenda a demolição e também pela aproximação do período de chuva, que pode agravar o problema e trazer riscos à população.
Os blocos que serão demolidos são 7, 8, 9 e 15. Todos estão em uma área interditada pela Defesa Civil.
Interdição no trânsito
Para a demolição ser realizada, duas vias do bairro vão ser parcialmente interditadas: Rua Manoel Menezes, no trecho que vai do cruzamento com a Alameda São Benedito ao cruzamento com a Alameda Cônego Cavalcante de Oliveira; e a Alameda Cônego Cavalcante de Oliveira, no trecho que vai do cruzamento com a Rua Manoel Menezes ao cruzamento com a Rua Basileu de Meira Barbosa.
Comércio continua funcionando
Durante a demolição, o comércio no trecho que será interditado na Rua Manoel Menezes (supermercado Pilar e Farmácia do Trabalhador) continuam funcionando, afetando apenas o estacionamento dos estabelecimentos.
Órgãos que prestam serviços de energia, abastecimento de água e esgoto e gás também foram informados sobre a ação de demolição. A intenção é que estes serviços não sejam afetados durante o processo de demolição.
A demolição vai ser realizada por meio do termo de cooperação técnica 3, feito entre a Prefeitura de Maceió e a Braskem. O acordo estabelece mútua cooperação em busca de soluções para os problemas causados pela atividade de mineração nos bairros de Maceió. A demolição vai ser feita por uma empresa de engenharia contratada pela Braskem.
De acordo com a Defesa Civil, os proprietários dos apartamentos afetados e que receberam Ajuda Humanitária foram comunicados sobre a demolição e estão recebendo da Defesa Civil uma declaração de instabilidade, com informações oficiais sobre a demolição.
Blocos desocupados
Os quatro blocos que vão ser demolidos estão desocupados desde janeiro de 2019, quando os moradores foram inseridos na Ajuda Humanitária do Governo Federal por causa das rachaduras nas edificações.
Após constatar a evolução das rachaduras nos prédios, a Defesa Civil de Maceió interditou os blocos no dia 11 de junho de 2019, iniciando o isolamento com alambrado para evitar a entrada de pessoas nos prédios e movimentação no entorno.
Em novembro de 2019, o Relatório de Análise Técnica avaliou o risco estrutural dos blocos e apontou que os elementos estruturais dos prédios passaram do estado limite de deformação e encontram-se colapsados e sem funções, com grandes riscos de tombamento iminente, principalmente no que diz respeito às condições encontradas no solo por sua zona de fraturamento.
O relatório levou a Defesa Civil Municipal a ampliar a área de isolamento dos prédios no dia 23 de novembro de 2019, passando a interditar parcialmente o trânsito na Rua Manoel Menezes.
De acordo com a Braskem, todos os imóveis nos quatro blocos que serão demolidos foram identificados pela equipe pela equipe de técnicos sociais da empresa para serem incluídos no Programa de Compensação Financeira. A maior parte dos moradores foi contactada para dar início à etapa de indenização, com base nas informações disponíveis no cadastro da Ajuda Humanitária.
A Central do Morador teve os atendimentos suspensos por causa do coronavírus, mas os moradores desse blocos são considerados prioritários.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/2/k/pf55ZOQayBVsypLY4Kmw/whatsapp-image-2020-04-07-at-08.19.44.jpeg)
Prédios no Jardim das Acácias começam a ser demolidos — Foto: Carolina Sanches/ G1
Fonte:G1








