Cerca de 3 mil processos de interdição estão parados no judiciário alagoano por causa da falta de laudo psiquiátrico. A estimativa foi divulgada pelo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), desembargador Tutmés Airan, nesta quarta-feira (4).
Para tentar dar celeridade a esses processo atrasados, o TJ-AL vai realizar mutirões de perícias em processos de interdição. O primeiro vai ser realizado em Maceió, entre os dias 23 e 27 de março, no Forúm da Capital. Oito peritos participarão da ação.
O desembargador Tutmés Airan explicou que esse tipo de processo diz respeito a famílias pobres, que não podem pagar um psiquiatra, mas precisam do laudo para conseguir o benefício previdenciário”.
“São 3 mil famílias que estão hoje privadas da sobrevivência minimamente digna. E o laudo é de nossa responsabilidade, então é preciso resolver esse grave problema social. As pessoas pobres merecem um tratamento melhor. O mutirão vai resolver todos os que estão atrasados. Depois do mutirão, vamos criar uma estrutura para que isso nunca mais volte a acontecer”, disse o disse o presidente do TJ-AL.
O Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) será parceiro da ação.
“Vamos disponibilizar o local, que é o Cejusc do Fórum da Capital (Centro Judiciário de Solução de Conflitos). Cada unidade de família vai informar ao pessoal da perícia quantos processos estão para ser periciados”, disse a juíza Maysa Cesário.
A juíza disse ainda que serão realizados outros mutirões em 2020 para os processos do interior do estado.
fonte: G1








