O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou, em poucos dias, uma sequência de reveses políticos no Congresso Nacional que expõem dificuldades na articulação do governo com deputados e senadores.
O primeiro golpe veio com a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o nome escolhido pelo presidente não obteve votos suficientes no plenário — um episódio raro e de forte peso político.
Na sequência, o Congresso Nacional também decidiu derrubar o veto presidencial ao projeto que trata da dosimetria penal. A decisão representa mais uma derrota direta para o Planalto, revertendo uma posição adotada pelo próprio Lula.
Os dois episódios, ocorridos em um curto intervalo de tempo, reforçam a percepção de um ambiente político mais adverso ao governo dentro do Legislativo. Nos bastidores, parlamentares apontam dificuldades do Executivo em consolidar uma base sólida e fiel em votações estratégicas.
A leitura predominante é de que o Congresso tem atuado com maior independência, impondo derrotas ao governo mesmo em temas considerados prioritários.
Diante desse cenário, cresce a pressão para que o Planalto ajuste sua estratégia de articulação política. A sequência de derrotas acende um alerta sobre a capacidade do governo de manter controle sobre sua base e evitar novos desgastes em decisões relevantes.








