O Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas em 2017 cresceu em volume 3,3% em relação a 2016, chegando ao valor de R$ 52,84 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O PIB é a soma de todos os bens e serviços que o país produz em um determinado período de tempo na agropecuária, indústria e serviços e serve para medir a evolução da economia.
A alta foi maior que a do PIB nacional (1,3%), um crescimento acima do esperado para o ano pelo governo de Alagoas, estimado em 2,94%, e que revela uma recuperação frente ao ano anterior, quando o PIB caiu 1,4%.
A agropecuária foi a grande responsável pela alta no estado. Puxado pela agricultura, o setor teve um crescimento de 24,7% , com destaque para os cultivos de macaxeira e abacaxi, enquanto a indústria recuou 6,3% e os serviços cresceram 0,9%.
O PIB per capita (por habitante) também cresceu em Alagoas, passando de R$ 14.723,70 em 2016 para R$ 15.653,51 em 2017.
Desempenho por setor
Agropecuária
A alta de 24,7% na agropecuária fez o setor fechar o ano de 2017 em R$ 8,49 bilhões. O aumento foi influenciado, principalmente, pela agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita.
Na agricultura, o saldo positivo foi alcançado graças a produtos da lavoura temporária como a macaxeira e o abacaxi. Outros produtos da lavoura permanente também registraram crescimento, como o coco-da-baía, a banana e a laranja.
Pecuária cresceu 12,5% em volume, decorrente da criação de bovinos.
Indústria
Quem não demonstrou bom desempenho no ano foi o setor da indústria, que teve uma queda de 6,3% na comparação entre 2016 e 2017, totalizando R$ 6,01 bilhões.
A retração na indústria foi motivada por resultados negativos nas quatro atividades industriais:
- queda de 2,4% em indústrias de transformação originada pela diminuição na fabricação de produtos alimentícios e de bebidas;
- queda de 16,8% em indústrias extrativas devido à baixa extração de petróleo e gás natural e na extração de minerais não metálicos;
- queda de 3,3% na eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, determinada principalmente pelo tratamento de água e esgoto;
- queda de 10,8% na construção, motivada pela redução das obras de infraestrutura e construção de edifícios.
Serviços
O setor de serviços, embora mais tímido, cresceu. A alta foi de 0,9% na comparação entre 2016 e 2017:
- comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas cresceram 3,3%
- atividades imobiliárias cresceram 3,0%
- atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares cresceram 0,2%
- atividades de administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social caíram 0,9%.
- transporte, armazenagem e correio caíram 4,5%. A queda foi ocasionada pelas modalidades rodoviária e dutoviária.
- serviços domésticos caíram 8,2%
fonte: G1








