Depois de terem o julgamento realizado em 2011 anulado, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, conhecido como Coronel Cavalcante, e o irmão Marcos Antônio Cavalcante, apontados como chefes do grupo criminosos que ficou conhecido como Gangue Fardada, voltam ao banco dos réus na próxima quinta-feira (22) para serem julgados pelo assassinato de José Gonçalves da Silva Filho, o cabo Gonçalves, ocorrido em maio de 1996.
O julgamento acontece a partir das 8h, no 1º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum da Capital, na Serraria, em Maceió, e será conduzido pelo juiz Sóstenes Alex Costa de Andrade, titular da 7ª Vara Criminal da Capital, que solicitou à Secretaria de Segurança Pública reforço policial no local e detector de metais.
Os réus já haviam sido julgados em outubro de 2011, sendo absolvidos pelos jurados. Após recurso do Ministério Público (MP/AL), a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) considerou que o júri decidiu de forma contrária às provas dos autos e determinou novo julgamento.
Em 2013, o ex-tenente-coronel também teve outro julgamento anulado porque a justiça também identificou problemas no processo.
Relembre o crime
O crime ocorreu em 9 de maio de 1996, por volta das 11h, no Auto Posto Veloz, localizado na avenida Menino Marcelo, em Maceió. Marcos Antônio Cavalcante, acompanhado de outros acusados, teria efetuado disparos contra José Gonçalves, enquanto o coronel Cavalcante ficou em seu veículo, prestando auxílio aos executores.
De acordo com o depoimento de Cavalcante, a vítima, após se reformar policial militar, passou a trabalhar para o deputado estadual João Beltrão, praticando crimes, sobretudo homicídios. Após sofrer um atentado, teria atribuído ao até então seu chefe e passado a manter vínculos estreitos de amizade com o deputado estadual Francisco Tenório, o qual teria passado a lhe oferecer proteção.
Foram acusados de participar do crime Paulo Ney de Moraes, Jaires da Silva Santos (absolvido), Valdomiro dos Santos Barros, Talvanes Luiz da Silva, Eufrásio Tenório Dantas, Daniel da Silva Sobrinho, José Luiz da Silva Filho, Marcos Antônio Cavalcante e Manoel Francisco Cavalcante.
Manoel Francisco Cavalcante e Marcos Antônio Cavalcante tiveram o processo desmembrado dos demais acusados.
Em outubro de 2017, o Pleno do TJ-AL absolveu o deputado João Beltrão por falta de provas de sua participação no crime. Os desembargadores concordaram que o único indício contra o réu foi desfeito quando o ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante mudou sua versão.
fonte: G1








