Uma rápida injeção no braço e os filhos da empresária Bárbara Teodoro, 24 anos, Aylla Fernanda Teodoro, 1 ano e Fabrício Teodoro de Souza, 3 anos e 8 meses ficaram imunes, ao menos por um ano, das complicações decorrentes do vírus da gripe. No entanto, a campanha nacional de vacinação chegou ao fim hoje (22) no país e, segundo o Ministério da Saúde, as crianças foram o público que menos registraram cobertura vacinal. Mesmo com a prorrogação da campanha, até a última atualização do órgão, 3,6 milhões de crianças menores de cinco anos ainda não haviam sido vacinadas.
Segundo a pasta, o Brasil contabiliza ainda mais que o dobro da morte de crianças menores de 5 anos por complicações relacionadas à gripe. Foram 14 óbitos em 2017 contra 44 mortes de crianças neste ano.
Em nota, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, reafirmou a importância de levar os menores de cinco anos aos postos de vacinação. “É essencial que os pais levem seus filhos aos postos de saúde para receber a vacina e, assim, evitar as complicações do vírus. É uma forma de proteger as crianças e também o restante da população”.
O pediatra Gustavo Nicolas Medeiros alerta que a vacina é essencial para manter as crianças e adultos a salvo de complicações advindas da gripe. “Todo ano há incidência da doença. Principalmente agora no inverno. Se diminuir a vacinação, vai aumentar a contaminação e com isso, a complicação de riscos. Os pais precisam levar as crianças para vacinar. Isso não se discute. A faixa etária para a campanha é decorrente de um estudo. Essas pessoas são mais suscetíveis a ter gravidade do quadro gripal. Tem campanhas fazendo desserviço contra, mas é uma vacina simples, que protege”.
Do público adulto, 8,6 milhões não se vacinaram. A expectativa do Ministério da Saúde era de que 54,4 milhões de pessoas fossem imunizadas.
Da parcela da população com maior cobertura da vacina contra a gripe estão os professores, com 98%, seguido pelas puérperas 96,2%, idosos 91% e indígenas, com 90,5%.
Para a semana que vem, o Ministério recomenda aos municípios que ainda tiverem doses disponíveis a ampliação da vacinação para crianças de cinco a nove anos de idade e aos adultos de 50 a 59 anos e orienta também a continuação da oferta da dose para grupos prioritários, em especial as crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, público com maior risco de complicações para a doença.
Correio Braziliense








