Durante os dias da greve dos caminhoneiros, a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) tem acompanhado e monitorado a situação das cidades. Na tarde desta terça-feira (30), a Entidade lançou um comunicado informando que todas as prefeituras estão tomando medidas de contenção para redução dos impactos causados pela greve, além disso o presidente Hugo Wanderley entregou um relatório com a situação dos municípios ao comitê formado pelo Ministério Público.
O Comitê se reuniu segunda e terça-feira com representantes dos setores produtivos, do Governo de Alagoas, do Exército e da Polícia Rodoviária Federal. O objetivo foi de achar soluções alternativas para o abastecimento no interior do estado, especialmente nas áreas de combustível, alimentos e saúde pública. Com base no levantamento feito pela AMA, de postos licitados pelas prefeituras, o Sindicombustível e as distribuidoras de gasolina conseguiram garantir que após o desbloqueio das vias, esses postos terão prioridade nos abastecimentos.
Durante a reunião, a Polícia Rodoviária Federal informou que muitos bloqueios já estão sendo liberados e que alguns caminhoneiros estão solicitando apoio da Polícia para sair da manifestação. A notícia anima os municípios que ainda estão isolados sem nenhum abastecimento e com os serviços parados.
O presidente Hugo reforçou que Alagoas ainda é o estado que mais está avançado nas negociações e que apesar das dificuldades, ainda tem combustível em alguns postos, diferente de Pernambuco, por exemplo, estado vizinho que tem uma dificuldade muito maior. “As prefeituras estão trabalhando para oferecer serviço à população e não parar com tudo. Com as notícias dessa reunião acreditamos que teremos um quadro melhor em breve”, afirmou.
O encontro capitaneado pelo procurador-geral de justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, deve manter ativo para outras pautas ou caso a situação volte a piorar. “Coletivamente e com pessoas responsáveis por vários setores da sociedade, conseguimos enxergar soluções. Esse grupo deve se manter sempre que for necessário para pautas coletivas”, afirmou.
Assessoria








