Neste dia 1º de maio, dia do trabalhador, um grupo de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifesta nos arredores da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
De acordo com a Polícia Militar (PM), 2 mil pessoas participam das atividades. Os organizadores não informaram número de participantes.
Durante a tarde, está previsto ato na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba. A programação terá shows com as cantoras Beth Carvalho, Ana Canas e o rapper mineiro Flávio Renegado.
Atos das Centrais Sindicais
A Central Única dos Trabalhadores (CUT), que costuma fazer atos mais modestos, vai focar seus eventos pelo Brasil na defesa da liberdade do ex-presidente Lula, condenado e preso na Operação Lava Jato. A central programou atos em diversas cidades – em São Paulo será na Praça da República, a partir das 12h. O principal ato deste ano será em Curitiba, onde Lula está preso desde 7 de abril.
A reforma trabalhista deve ser o principal alvo das críticas econômicas dos sindicatos nos eventos de hoje. “Ao contrário do que prometiam seus defensores, a reforma não reduziu a insegurança jurídica, ao contrário, aumentou; também não está gerando empregos e nem modernizou as relações trabalhistas”, afirma Egea, da CSB.
Para Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), “a reforma é mentirosa e criminosa”. A entidade este ano focou suas ações em um seminário sobre a indústria 4.0 e o emprego do futuro e em um debate com candidatos à presidência da República.
Na opinião do pesquisador em economia do trabalho do Ibre/FGV, Tiago Barreira, porém, também há insegurança jurídica por parte das empresas diante de ações na Justiça promovida por sindicatos para manter o imposto sindical aprovado em assembleias. E ressalta que o fim da contribuição obrigatória também afeta os sindicatos patronais. “As entidades precisam buscar fontes alternativas de receita.”
>> Manuela D’Ávila defende revogação da reforma trabalhista
Acampamento
Um acampamento com apoiadores de Lula está instalado desde o dia 17 de abril em um terreno cerca de 800 metros de distância do prédio da superintendência, onde o ex-presidente está preso desde o dia 7 de abril.
Jornal do Brasil








