Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta quarta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “inadmissível” o ataque a tiros que dois ônibus de sua caravana sofreram no Paraná nesta terça-feira. Na gravação, feita durante um discurso do petista em um ato da caravana, o ex-presidente pediu que os governos estadual e federal garantam o direito de ir e vir a todos os brasileiros.
— É inadmissível, ainda mais atacar um ônibus que tem a imprensa. O que é que tem a ver a imprensa com isso? Se querem brigar comigo, vamos brigar. Não sou de correr da briga, mas vamos respeitar a democracia nesse país. A democracia pressupõe a convivência na adversidade. Cada um é o que quiser no futebol, na religião, no sexo, cada um faz a opção que quiser — disse Lula, durante um discurso.
O ex-presidente afirmou esperar que os governantes assumam a responsabilidade de garantir segurança para todas as manifestações. Falando de forma genérica sobre vários tipos de agressões que sua caravana pelo sul do país tem sofrido, Lula atacou o que chamou de “grupos fanáticos”:
— Não podemos permitir grupos fanáticos nesse país, achando que podem ofender mulher, chamar negro de vagabundo, chamar índio de vagabundo… — afirmou Lula. — Se eles acham que (o ataque) vai nos assustar, não vai. Vai motivar a gente a fazer muito mais coisa.
Lula chamou seus adversários a disputarem com ele dentro da arena política:
— O que estamos vendo agora não é política. Se eles quisessem derrotar o PT, seria muito fácil. Lança candidato, vamos pra urna, quem vencer toma posse, quem perder vai chorar, como eu chorei tantas vezes.
Ao abrir sua fala, o petista disse nunca viu violência em suas outras caravanas. Para ele, esse tipo de ataque é feito por organizações fascistas, que criam mentiras e apostam na violência para eliminar os adversários:
— O que estou vendo agora é quase o surgimento do nazismo. O partido do Hitler contou muita mentira. Acusavam os sociais-democratas de comunistas, acusavam os comunistas de ladrões, até que criou clima para derrubar os socialistas e comunistas e virou primeiro ministro em nome da salvação da Alemanha e vimos o que aconteceu na Segunda Guerra Mundial.
O Globo








