A cúpula do PMDB oficializou nesta terça-feira (19) a troca de nome do partido, que voltará a se chamar MDB (Movimento Democrático Brasileiro), nome que prevaleceu entre 1966 e 1979, durante a ditadura militar. A sugestão era defendida pelo presidente nacional da legenda, senador Romero Jucá (RR), e foi aprovada com 325 votos favoráveis e 88 contrários durante a convenção nacional do partido realizada em Brasília.
Jucá negou que a mudança do nome do PMDB seja uma estratégia eleitoreira para dissociar a imagem do partido às diversas denúncias surgidas ao longo dos últimos anos, especialmente no âmbito da Operação Lava Jato. Em vídeo institucional lançado durante a convenção, a sigla sugere que reformulação visa o resgate da antiga identidade do grupo político liderado por Ulysses Guimarães, que se contrapôs à Aliança Renovadora Nacional (Arena), o partido que representava os militares durante a ditadura.
O vídeo também apresenta o novo jingle do partido, com o refrão “Junto com você, quem move o Brasil é o MDB”, e traça uma linha histórica da atuação da legenda. Ao citar o episódio do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a consequente alçada de Michel Temer à Presidência, o partido alega que a legenda “cumpriu com seu dever”.
“Com um rumo incerto, o País mergulhou em uma crise econômica e política, e o PMDB novamente cumpriu com o seu dever assumindo a Presidência da República com o impeachment da presidente”, afirma a propaganda.
O próprio Temer também endossou essa ideia durante seu discurso na convenção. “Assumi a Presidência não pela minha vontade, mas pela força e presença do MDB na política nacional”, disse.
A posição se contrapõe ao entendimento de Dilma e de seus aliados, que acusam Temer de ter “conspirado” para derrubar a petista da Presidência . Antigo aliado do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o doleiro Lúcio Funaro chegou a afirmar em delação que Temer e o então deputado “confabulavam diariamente” sobre o impeachment de Dilma.
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