O cancelamento da participação de Lady Gaga no Rock in Rio, na próxima sexta-feira, fez muita gente refazer os planos para os próximos dias de festival. Após a inesperada notícia, anunciada nesta quinta, fãs da cantora e da banda substituta Maroon 5 — que agora vai tocar duas noites consecutivas — passaram a tarde tentando trocar, vender ou comprar ingressos, numa negociação semelhante a uma movimentada bolsa de valores informal. E teve gente que se deu bem.
Um deles foi Eduardo Muehlbauer Teixeira, de 29 anos. Formado em Comunicação, o carioca havia comprado o ingresso para ver Gaga no primeiro dia de vendas, mas, por estar desempregado, se arrependeu logo depois. Como a procura pelo show da cantora estava menos intensa, não conseguiu vender a pulseira, mesmo abaixando o preço da inteira para R$ 400. Com a troca de headliner, finalmente conseguiu vender — e por R$ 500.
— Vi muita gente vendendo ingresso para o Maroon 5 por um preço absurdo. Só quero vender pelo valor justo — relata Teixeira, cujos amigos, ao contrário dele, não tiveram tanta sorte. — Eles são de fora, compraram passagem para ver a Gaga e agora terão de ver Maroon 5.
Fã da banda liderada por Adam Levine, cujo show de sábado já estava esgotado, a estudante Flavia Soares tentava há meses comprar um ingresso para ver o seu ídolo. Conseguiu poucas horas após a desistência de Gaga:
— Queria um ingresso por preço de banana. Não consegui. Paguei R$ 500, mas pelo menos verei o show.
O estudante Mateus Stogmüller, de 18 anos, havia comprado ingressos para sexta e sábado. Agora, ambos os dias estão ocupados pelo Maroon 5.
Quem não se deu bem foi o jornalista Rafael Carregal, que decidiu ver Lady Gaga de última hora. Comprou os ingressos na quarta e, nesta quinta, tentou retirar a pulseira na Estação Carioca.
— Fiquei mais de três horas na fila e não consegui. Desisti porque tinha que trabalhar. A experiência foi um desastre. Agora que ela cancelou o show, não sei o que fazer — lamenta. — Até prefiro o Maroon 5, mas fiquei tão decepcionado com a desorganização que estou inclinado a pegar o reembolso e ficar em casa mesmo.








