O juiz federal Sérgio Moro aceitou, nesta quinta-feira (24), denúncia contra o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine, que virou réu juntamente com outras cinco pessoas. As investigações, no âmbito da Lava Jato, diz respeito a crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço às investigações. Preso no dia 27 de julho, Bendine é suspeito de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht.
As investigações apontam que os crimes aconteceram entre 2014 a 2017. Bendine deixou o Banco do Brasil em 2015 para assumir a presidência da Petrobras. Ele teria pedido R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com o Banco do Brasil. Contudo, a empreiteira não teria pago por entender que Bendine não teria capacidade de influenciar no contrato.
Na véspera de assumir a presidência da Petrobras, Bendine teriam mais uma vez pedido propina à Odebrecht, oferecendo em troca a garantia que a empreiteira não seria prejudicada em seus interesses na Petrobras. A Odebrecht então aceitou pagar os R$ 3 milhões.
O valor teria sido entregue em três parcelas de R$ 1 milhão, em espécie, em São Paulo, entre junho e julho de 2015.
Outros réus
Também viraram réus Álvaro José Novis (doleiro), André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior (irmãos suspeitos de operar os repasses e lavar propina) e Marcelo Odebrecht e Fernando Reis (Odebrecht).
Jornal do Brasil








