Nizo Neto, de 52 anos, ficou conhecido por seu trabalho como ator e humorista, mas há alguns anos vem mirando em um mercado completamente diferente e, segundo ele, mal explorado no Brasil: o universo do sexo. A iniciativa não começou do nada. Casado há 15 anos com Tatiana Presser, de 43 anos, psicóloga e autora do livro “Vem Transar Comigo – Um manual do sexo quase completo”, Nizo deu total apoio à mulher quando Tatiana decidiu se aprofundar nos estudos para ajudar homens e mulheres a se conhecerem, vencerem traumas e encontrarem o prazer. Além do livro, as pesquisas de Tatiana também viraram um stand up junto com o marido, que eles pretendem retomar em breve.
“Ele embarcou total, realmente não pensou duas vezes”, lembra a sexóloga. Nizo passou a falar abertamente sobre temas ligados ao sexo e até escrever posts sobre o assunto em seu blog. O novo “mercado” trouxe muita novidade e diversão, mas também fez do casal alvo de muitas críticas, como quando postaram um vídeo desmistificando a masturbação intantil.
“Temos duas filhas (Isabela, de 11 anos, e Sofia, de 6) que passaram pela idade em que se começa a despertar isso por causa dos hormônios e quisemos propor uma conversa, um esclarecimento, porque o que a gente propaga é a educação sexual. A maioria das pessoas que assistiu ao vídeo entendeu”, conta Tatiana.
Entretanto, ela diz que passou a receber, junto com Nizo, mensagens agressivas. Quando o humorista fez um post falando sobre a prática do “fio terra” – estimulação anal – e, inclusive, relatando já ter experimentado, Nizo também gerou rebuliço na web, mas, segundo ele, dessa vez “foi de boa”.
Críticas: ‘As pessoas são muito más’
“Quando você lida com um assunto desses pode esperar que as pessoas venham julgar. Com a internet temos esse fenômeno em que os imbecis que sempre existiram agora têm voz. A gente volta e meia recebe um e-mail nada a ver”, fala ele.
Além das ofensas, Tatiana e Nizo se impressionam com os comentários mais pesados. “A gente apanha. São mensagens muito cruéis, especialmente depois da morte do filho do Nizo. Falam coisas como ‘por isso que ele se matou, porque tem um pai assim’. Detalhe que ele não se matou, sofreu um acidente”, afirma Tatiana, se referindo a Rian Brito, fruto do casamento de Nizo com Márcia Brito, que morreu em março do ano passado vítima de afogamento.
Nizo diz que evita ler os comentários na internet para não se deparar com esse tipo de situação: “As pessoas são muito más. Dizem: ‘Bem feito, esperava o quê?’. Isso normalmente é anônimo e nos comentários de outros sites. As pessoas que me seguem são pessoas que gostam da gente. Então quando vem um nas nossas páginas, a galera vai em cima e acaba com o cara. É gente que não falaria isso na sua cara, faz com perfil falso. Quem tem o que fazer não faz isso. A gente não fala nada porque para uma pessoa dessas o vazio, o silêncio, é a pior coisa”.
Luto pela morte do filho: ‘Para o resto da vida’
Um ano após a morte de Rian, Nizo diz que o fato de seguir em frente não significa que seja fácil ou que a dor da perda seja menor. “Foi uma montanha-russa”, se emociona. Tati, que conviveu com Rian desde os 10 anos, relembra: “Dois meses depois, nós dois demos uma queda e agora quando fez um ano, de novo. Falamos que o Rian fez o meu livro ser lançado porque a gente estava com algumas complicações e aí lançando o livro mudou as nossas vidas”.
Nizo explica que o casal precisou de algo para concentrar as atenções. “A gente estava se afundando emocionalmente. Isso é para o resto da vida. Por um lado, a gente se acostuma. Parece meio frio falar assim, mas é a realidade de como o ser humano funciona. A gente acha artifícios, mas tudo lembra. Você ouve uma música, sente um cheiro…”, explica.
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