Mandados de prisão são cumpridos nesta manhã em desdobramento da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro. Ao menos duas pessoas são alvo desta fase: Heitor Lopes de Sousa Junior, diretor da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (Rio Trilhos) e o ex-subsecretário de Transporte do Rio no governo de Sérgio Cabral Luiz e atual subsecretário de Turismo, segundo o site do Governo do Rio, Carlos Velloso. A investigação mira corrupção e pagamento de propina em contratos da linha 4 do Metrô. A empresa Rio Trilhos, no edifício Heitor Lopes, também é alvo da Lava-Jato.
Em março do ano passado, documentos obtidos na Operação Lava-Jato indicavam que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), teria recebido
propinas da Odebrecht relacionadas à obra da Linha 4 do metrô da capital fluminense. Nas planilhas apreendidas pela PF, Cabral seria o beneficiário de cinco pagamentos de R$ 500 mil, que somam R$ 2,5 milhões, computados na “contabilidade paralela” da Odebrecht revelada na 26ª fase da Lava Jato.
As entregas, entre setembro e novembro de 2014, quando Cabral não concorreu a cargos públicos, deveriam ser feitas a uma pessoa chamada Olívia Vieira, na Barra da Tijuca. Nos documentos, estão citadas remessas de dinheiro feitas em 2014 para um escritório na Barra da Tijuca, todas vinculadas à “Metro Linha 4-Oeste”. As remessas têm como destinatário alguém identificado com o codinome “Proximus”, que, segundo a investigação, seria Cabral.
Cabral foi preso em 17 de novembro do ano passado na Operação Calicute, braço da Lava-Jato no Rio. Na ocasião, o peemedebista foi alvo de dois mandados de prisão, um da 13ª Vara Federal de Curitiba e outro da 7ª Vara Federal do Rio. Desde a prisão, ele foi alvo de seis denúncias: cinco do Ministério Público do Rio e uma da Procuradoria da República, no Paraná.
Correio Braziliense