O frevo e o samba se uniram no Galinho de Brasília, bloco tradicional que há 25 anos movimenta o carnaval da cidade. Embora o frevo seja o ritmo que embala o bloco, inspirado no Galo da Madrugada de Recife, a festa hoje (25) teve a participação da bateria da escola de samba Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (Aruc). Pandeiro, tamborim, passistas e porta-bandeira aqueceram o público que depois dançou ao som do frevo.
Pessoas de todas as idades marcaram presença no bloco desde a concentração, por volta das 15h. Não faltaram fantasias com perucas coloridas, tiaras com orelhinhas de coelho e gato, mulheres com bigode, homens vestidos de mulher, confete e serpentina.
O público vibrou com o samba da bateria da Aruc, no início do Galinho e, por volta das 18h começou o frevo, tocado por uma orquestra e dançado com as tradicionais sombrinhas coloridas. Em seguida, o bloco saiu, seguido pelo público rumo ao bairro da Asa Sul.
“O forte do Galinho é o frevo. Vamos mostrar a música com o frevo de rua, o frevo de bloco, o frevo canção, com a orquestra, e temos também o passista com sua sombrinha numa simbiose quase perfeita entre o corpo e o espírito do frevo”, diz o fundador e conselheiro do Galinho, Romildo de Carvalho.
O Galinho de Brasília começou em 1992, quando um grupo de amigos não pode ir ao Recife aproveitar o carnaval no famoso Galo da Madrugada e resolveu “importar” para Brasília um pouco da festa do bloco recifense. Romildo de Carvalho conta que a festa começou com pouco mais de cem participantes e foi crescendo.
Com 67 anos, o passista da Aruc, Jorge Chula, também comemora a animação do carnaval de Brasília. Ele se apresentou com a escola de samba e celebrou a participação da Aruc no Galinho. Jorge Chula conta que quando chegou a Brasília, na década de 70, não havia o carnaval de rua como hoje. “Se tivesse bloco era só de barzinho, agora sim, temos carnaval como o do Galinho e outros blocos que garantem a festa do brasiliense”.
Com a redução de patrocínio esse ano, em função da crise financeira, o Galinho de Brasília faz uma campanha para arrecadar recursos para ajudar na festa com a venda de camisetas e por meio de contribuições via internet. “No momento em que nada acontece em termos de apoio governamental, que entendemos que está difícil, é importante que todos ajudem a fazer a festa”, diz o fundador do bloco, Romildo de Carvalho.
Mesmo com a chuva que caiu pouco antes da concentração do Galinho, a organização do bloco estimou que até 80 mil pessoas passassem por lá neste sábado, até o fim da festa. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, até as 18h o Galinho reuniu cerca de 2 mil pessoas. Outro bloco que atraiu foliões hoje no DF foi o Babydoll de Nylon. Foram 160 mil, de acordo com a secretaria..
Na segunda-feira (27), o Galinho volta a desfilar com concentração no Setor de Autarquias Sul. “Convocamos as pessoas para virem com essa disposição de fazer um carnaval tranquilo, com muita paz e trazendo a família”, disse Carvalho.








