Ao melhor estilo Edgardo Bauza, a Argentina venceu com placar magro na estreia do ex-técnico do São Paulo. Na noite desta quinta-feira, o meia-atacante Lionel Messi se redimiu do pênalti mal batido na final da Copa América Centenário contra o Chile, em junho, ao marcar o gol da vitória alviceleste, por 1 a 0, diante do Uruguai, em Mendoza, pela sétima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018.
O resultado, que significa a quarta vitória consecutiva da Argentina na competição, faz a atual vice-campeã mundial ganhar duas posições e assumir a liderança isolada, com 14 pontos, um a mais que o Uruguai, agora segundo colocado entre as dez seleções sul-americanas.
O triunfo tem um significado especial para Messi. O craque do Barcelona havia anunciado aposentadoria da seleção após a derrota para os chilenos na disputa por pênaltis da final da Copa América dos Estados Unidos. Bauza, no entanto, o convenceu de voltar atrás da decisão e convocou o camisa 10 para os dois jogos pelas Eliminatórias. Na comemoração do gol, o argentino vibrou muito e foi ovacionado pela torcida que lotou o Estádio Mundialista, em Mendoza.
Agora, a Argentina tentará manter a ponta da tabela na próxima terça-feira, às 20 horas (de Brasília), na Venezuela. No mesmo dia e horário, o Uruguai buscará a recuperação contra o Paraguai, no Estádio Centenário, em Montevideu.
O gol e o anticlímax
Como era de se esperar, o clássico começou nervoso, com faltas duras de ambos os lados. Os argentinos, com mais posse de bola, rondavam a área uruguaia com perigo, mas a defesa montada por Óscar Tabárez se manteve firme na marcação sobre Messi, que não encontrava espaços para armar as jogadas.
Aos 31 minutos, o lance mais incrível da primeira etapa. O atacante argentino Dybala recebeu na intermediária e mandou a bomba de longe. A bola explodiu na trave, bateu nas costas do goleiro Fernando Muslera e saiu pela linha de fundo.
Mais intensa na partida, a Argentina continuava empurrando o Uruguai para o seu campo de defesa. Aos 40, Messi bateu forte de esquerda, mas viu a bola, que rumava para o gol, mudar a trajetória após desvio e sair em escanteio.
Dois minutos depois, porém, o astro do time da casa contou com outro desvio para inaugurar o placar em Mendoza. Na intermediária, o craque do Barcelona dominou de calcanhar e, sem espaço para avançar, arriscou. A bola tocou no lateral uruguaio Jorge Fucile e enganou o arqueiro Muslera.
No último lance do primeiro tempo, o anticlímax. Dybala fez falta infantil em Mathías Corujo, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, gerando reclamações dos jogadores argentinos, torcida, mas principalmente de Messi na saída para o intervalo.
Ferrolho argentino segura a falta de criatividade uruguaia
Mesmo com um homem a menos, a Argentina continuou ditando o ritmo do jogo no início da segunda etapa. Com a marcação alta, a Alviceleste impedia que a bola chegasse aos pés dos principais jogadores do Uruguai, Luis Suárez e Edinson Cavani.
Aos poucos, entretanto, os visitantes foram avançando em busca do empate. Mas que sempre que chegavam na intermediária encontraram duas linhas de quatro bem postadas, que não deixavam espaços para que os uruguaios se infiltrassem na defesa argentina.
Na parte final do confronto, os anfitriões recuaram de maneira exagerada e atraíram perigosamente os uruguaios para seu campo de defesa. Com Dybala expulso, o time de Bauza sentiu o cansaço e se limitou a apenas se defender, sem conseguir contra-atacar com eficiência.
Apesar das dificuldades, a Argentina foi ajudada pela cantoria de sua torcida e conseguiu segurar as ofensivas do Uruguai, que não teve a criatividade necessária para transpor o ferrolho que Edgardo Bauza construiu para segurar a vitória de 1 a 0.
Gazeta Esportiva








