Da tribuna, o senador Marcos Rogério alertou sobre as ligações do governo Lula com criminosos de vários tipos e pediu uma reação do Congresso. Durante seu discurso, o senador analisou a notícia de que a “primeira-dama” de uma facção do crime organizado foi recebida nos ministérios de Lula, enfatizando que ela foi recebida, mais de uma vez, justamente no ministério que deveria cuidar da segurança pública do país e combater o crime organizado.
O senador ironizou: “depois que o Ministério da Justiça recebeu a primeira-dama do Comando Vermelho, agora quem está pedindo é o PCC. Também quer uma agenda do Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Agora, veja o nome do Ministério: Ministério da Justiça e Segurança Pública. Agenda de segurança pública até hoje o Sr. Flávio Dino e sua equipe não conseguiu apresentar. Qual é a agenda de combate ao crime organizado no Brasil? Qual é a agenda de enfrentamento ao narcotráfico? Não, não tem. Não tem”.
Marcos Rogério observou: “Quando a gente começa a observar esse tipo de relacionamento, o Ministério da Segurança Pública trazendo para a agenda integrantes de uma facção criminosa das mais perigosas do Brasil, eu não quero fazer nenhum tipo de ilação. Eu só estou questionando se isso é compatível com o decoro da função de um Ministério da Justiça e Segurança Pública. Aí, quando alguém lê uma matéria de jornal ou alguém vê as imagens de algum Ministro subindo alguma favela tomada pelo crime, pelo tráfico de drogas e ambientes de violência altíssima, e lá vai sem muito aparato de segurança pública, alguém pergunta: “Como? Como é possível?”. Ora, é algo que, realmente, mostra que o Brasil está vivendo tempos tenebrosos, dias estranhos”.
O senador anunciou: “Eu entrei com um pedido, hoje, de convocação do Ministro da Justiça, nobre Presidente, nesta Casa do Congresso Nacional. Está mais do que na hora de o Senado da República receber aqui o Sr. Ministro. Estou convocando o Ministro porque o Parlamento convoca Ministro”.
O senador Esperidião Amin, então, pediu um aparte para apoiar a manifestação e o requerimento de Marcos Rogério, apontando: “Eu quero ser absolutamente solidário com as suas palavras. Eu acho que não existe mais respeito à autoridade que deveria representar, para o cidadão brasileiro, alguém que estivesse ao lado da ordem, da segurança pública e da lei”.
Fonte: folhadapolitica








