Pelo menos 20 militares estão respondendo a processos disciplinares por conta do furto de 21 armas do Arsenal de Guerra do Exército, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo.
Segundo o Comando Militar do Sudeste, 40 militares continuam sem poder deixar o quartel, à disposição do Exército para prestar informações sobre o caso.
De acordo com o chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, general Maurício Vieira Gama, todos os militares envolvidos no episódio serão punidos disciplinarmente. Eles estão sendo julgados administrativamente, e podem ser presos por até 30 dias, por negligência.
Entre os militares investigados, estão oficiais, sargentos, cabos e soldados. O general Maurício Vieira Gama salienta que os envolvidos podem ser punidos também na esfera judicial.
O incidente já provocou a exoneração e transferência do tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, da direção do Arsenal de Guerra de São Paulo.
Dos armamentos furtados, 17 já foram recuperados, sendo oito no Rio de Janeiro, e nove em São Roque, no interior paulista.
Quando as armas voltarem para o Exército, serão periciadas; e só então será decidido para onde serão levadas. Segundo o comando militar, esses armamentos são inservíveis e a recuperação deles não compensa.
Novo diretor do Arsenal de Guerra
O tenente-coronel Mário Victor Vargas Junior é o novo diretor do Arsenal de Guerra de São Paulo, em Barueri, na Grande São Paulo.
A nomeação foi publicada na última sexta-feira 20 de outubro, no Diário Oficial da União.
A exoneração do responsável anterior, tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, foi anunciada em coletiva de imprensa, nessa quinta-feira 19 de outubro, pelo general de Brigada Maurício Vieira Gama, chefe do Estado Maior do Comando Militar do Sudeste. Batista não será expulso da Força.
“Todos os processos do Arsenal estão sendo revisados para verificar onde ocorreu o erro. E, como nós falamos, esses militares que falharam nessa conferência serão responsabilizados”, disse Gama na entrevista.
Ele confirmou que pode haver militares envolvidos no furto dos armamentos e que “dezenas” deles receberam o formulário de apuração disciplinar e estão em prazo para apresentar suas defesas.
Fonte: portaldeprefeitura








