O senador Jorge Seif manifestou, da tribuna do Senado, sua indignação com os esquerdistas que apoiaram o grupo que promoveu ataques contra civis em Israel. O senador lembrou que o grupo responsável pelos ataques traz, em seu estatuto, suas intenções violentas e se opõe a tentativas de paz. Seif disse: “ é esse tipo de problema que nós estamos enfrentando”.
Jorge Seif lembrou que muitos membros do governo lulista assinaram, no passado, um manifesto favorável àquele grupo, e sugeriu que retirem seu apoio. Ele disse: “eu acho que nós temos o direito de errar. De repente, lá atrás, ficaram comovidos com a história, é um povo muito sofrido, não há dúvidas sobre isso. Mas e agora?”. O senador lembrou os horrores ocorridos nos últimos dias e disse: “Esses Deputados aqui, majoritariamente do PT e do PSOL, deveriam vir a público pedir perdão para a nação, pedir perdão para Israel e retirar a sua assinatura do manifesto”.
O senador também comparou a atitude dos lulistas e do exército brasileiro em relação aos grupos do Oriente Médio e em relação aos brasileiros que foram presos em massa a mando do ministro Alexandre de Moraes. Seif lembrou que o exército israelense ofereceu ajuda humanitária quando o Brasil precisou, e sugeriu que o exército brasileiro ofereça, em retorno, sua expertise em prender pessoas. Seif disse: “Aproveito para lembrar o Governo brasileiro que, na ocasião de Brumadinho, os israelenses, o exército israelense esteve aqui nos ajudando a salvar pessoas. Esses dias um membro do Governo se regozijou dizendo que estava chamando o Guinness Book pela prisão de 1,5 mil pessoas simultaneamente. Estava se regozijando, se orgulhando de prender pessoas que tinham Bíblia e bandeira na mão. Eu convoco o Exército Brasileiro e o Governo Federal para que usem essa mesma coragem para prender senhoras, crianças – crianças foram presas e pessoas de tudo que é idade, de tudo que é lado do Brasil -; convoco esses corajosos, inclusive o Exército Brasileiro a irem a Israel. Façam a prisão de 1,5 mil t*** lá! Na verdade, não é só uma convocação, um pedido, mas é uma provocação e um desafio. Não é “Braço Forte e Mão Amiga”? Não se regozijaram por fazer cerco, perfídia contra brasileiros?”.
O senador rebateu o governo esquerdista e seus braços como o MST: “é sempre tempo de nós declararmos a paz, de ajudarmos na pacificação, mas não pode o MST, um grupo que invade terra, que já desrespeita a propriedade privada, ligado umbilicalmente com o Governo Lula, que deixa correr solta a questão das invasões de terra, desrespeitando inclusive o art. 5º, em um dos seus itens sobre direito à propriedade privada, mesmo que o Supremo Tribunal Federal esteja relativizando a propriedade privada… Mas está aí: fizeram manifestações pró-”guerreiros”. Ou seja, as senhoras aqui, as senhoras e crianças aqui eram te***, entendeu? Mas não derramaram sangue, não tinham arma. Aqui não teve nada disso. Mas lá… são “guerreiros da liberdade””.
Após um aparte do senador Magno Malta, Seif concluiu lembrando: “nunca vi na minha vida pombinha da paz, abraço, caixa de bombom, vestir branco ou cantar Imagine resolver alguma coisa. Então, Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, que o senhor utilize toda força necessária para destruir aqueles que destruíram, que atacaram inocentes civis; covardes que sequer atacaram militares; atacaram civis que estavam celebrando a vida num evento”.
A Constituição Federal determina, em seu art. 5º, inciso LIV, que “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. No entanto, pessoas foram presas em massa e têm seus direitos e bens restringidos sem qualquer respeito ao devido processo legal.
Fonte: folhadapolitica








