O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luis Felipe Salomão, decidiu nesta quarta-feira (20) manter o juiz Eduardo Appio afastado do comando na 13º Vara Federal de Curitiba, de onde conduzia os processos da Lava Jato até ser suspenso em maio deste ano.
Nesta terça-feira (19), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspendeu o andamento do processo administrativo disciplinar no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e deixou a investigação do caso a cargo do CNJ. Diante disso, Salomão assumiu o processo.
Appio, que comandava a Lava Jato, foi afastado de suas funções por força de uma investigação que apura supostas ameaças ao filho do desembargador TRF-4, Marcelo Malucelli. Segundo o desembargador, o juiz federal ligou para seu filho depois de uma decisão que restabelecia a prisão do advogado Tacla Duran, ex-advogado da Odebrecht. O filho de Malucelli é sócio e genro do ex-juiz Sergio Moro.
No início deste mês de setembro, o TRF-4 decidiu pela suspeição de Appio em todos os casos envolvendo a Operação Lava Jato, e determinou a nulidade de todas as decisões
Como mostrou a Gazeta do Povo, a defesa do juiz esperava sua imediata recondução ao cargo após a decisão de Toffoli. “Não tem sentido manter o afastamento do cargo sem processo administrativo em andamento. É a mesma coisa que manter alguém preso sem acusação pendente contra a pessoa. Se não for concedido (o retorno ao cargo), nós vamos recorrer às instâncias adequadas”, disse o advogado.
Fonte: oantagonismo








