De acordo com o The Wall Street Journal, o líder do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigozhin, tinha a intenção de sequestrar e deter o ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, e o general Valery Gerasimov, que são os principais líderes das Forças Armadasrussas. No entanto, eles descobriram os planos de Prigozhin antes que eles fossem concretizados, o que forçou o líder do grupo paramilitar a antecipar a rebelião que ocorreu na semana passada.
Segundo o jornal americano, que mencionou fontes ocidentais anônimas, Prigozhin tinha a intenção de capturar o ministro da Defesa, Serguei Shoigu, e o chefe do Estado-Maior, general Valery Gerasimov, durante uma viagem programada para o sul do país.
Mas o serviço de segurança nacional russo, o FSB, descobriu o plano, e Shoigu e Gerasimov mudaram os planos da viagem, afirma o The Wall Street Journal.
Isso teria forçado Prigozhin a antecipar seus planos, e, na sexta-feira (23), suas forças tomaram o quartel-general de Rostov-on-Don, um importante centro de comando e logística para a guerra na Ucrânia, antes de iniciar uma marcha rumo a Moscou. No sábado (24), o chefe paramilitar recuou. Na segunda-feira (26), ele explicou que sua intenção era salvar a organização, e não tomar o poder.
O líder do grupo Wagner responsabiliza o ministro da Defesa russo e o chefe do Estado-Maior por sua falta de habilidade e por terem colocado em risco a vida de muitos soldados na Ucrânia.
Ainda citando funcionários americanos não identificados, o The Wall Street Journal informou que o general russo Serguei Surovikin sabia, de antemão, as intenções de Prigozhin.
O comandante da Guarda Nacional russa, Viktor Zolotov, citado pela agência de notícias russa Interfax, afirmou que a rebelião foi “preparada” pelos serviços de Inteligência ocidentais, que “estavam a par dela semanas antes de começar”.
Fonte: diariodobrasilnoticias








