Dono da maior fatia do Fundo Partidário, PL de Bolsonaro planeja lançar candidatos a prefeito em grandes cidades do Estado; Republicanos e Novo entram na disputa por nomes competitivos
No comando de apenas uma cidade paulista com mais de 200 mil eleitores – Suzano, na Grande São Paulo –, o PL planeja concentrar esforços e recursos financeiros para, nas eleições de 2024, formar uma espécie de corredor de direita no Estado a partir dos municípios mais populosos. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro deve priorizar as cidades dentro desse grupo que têm horário político próprio e que, no ano passado, já demonstraram ser antipetistas nas urnas. É o caso, por exemplo, de Ribeirão Preto, Sorocaba e Franca, todas no interior.
A estratégia passa pelo lançamento de nomes alinhados a um discurso mais conservador, como o da deputada federal Rosana Valle, atual presidente do PL Mulher em São Paulo e cotada a concorrer à prefeitura de Santos. Com poucas exceções, esse conjunto de municípios já tem o histórico de escolher prefeitos com perfil de centro-direita, mesmo que não filiados à legenda do ex-presidente.
Prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD), por exemplo, segue à risca a defesa de temas caros aos evangélicos, como o veto ao aborto e à linguagem neutra nas escolas. Cantora gospel e aliada de Bolsonaro, ela representa o público-alvo do PL, mas se filiou ao PSD após convite do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. PL e PSD, aliás, apesar de fazerem base ao governador Tarcísio de Freitas, têm disputado as negociações com prefeitos paulistas que podem se reeleger no ano que vem ou mesmo indicar sucessores do mesmo grupo político.
Fonte: atrombetanews








