O procedimento correto após a violência sexual pode determinar o curso de uma investigação criminal e resultar na prisão do agressor. Alguns detalhes podem fazer a diferença, como não tomar banho após o crime para possibilitar coleta de provas genéticas que ajudem a identificar o abusador.
No desespero após a violência, muitas mulheres eliminam provas contra o estuprador. Por isso, a Polícia Científica de Alagoas listou algumas orientações a serem seguidas no caso de estupro:
- Não tomar banho após o abuso
- Recolher roupas, toalhas, preservativos, absorventes, lençóis ou qualquer outro item que esteja no local do crime
- Procurar imediatamente a polícia
Segundo a perita Carmelia Miranda, a maioria das vítimas só procura atendimento adequado dias após sofrer a violência, o que dificulta o trabalho dos peritos.
“É de extrema importância que a vítima procure imediatamente a Polícia Civil para denunciar o caso, inclusive sem se higienizar após o ato. Materiais que façam parte do local onde o crime ocorreu também devem ser coletados e entregues à autoridade responsável para serem periciadas”, alertou Miranda.
Alagoas conta com o Laboratório de Genética, que é responsável por fazer testes rápidos para detecção de sêmen, sangue e saliva. O laboratório conta ainda com uma avançada tecnologia para traçar o perfil genético do agressor.
Todo o material coletado da cena do crime é colocado no Banco Estadual de Perfil Genético e pode ajudar os profissionais a identificarem o agressor.
No caso de violência sexual, existe um protocolo a ser seguido, como a realização de exames laboratoriais, receber medicamentos contra doenças sexualmente transmissíveis, contraceptivo de emergência — a pílula do dia seguinte, para o caso de uma possível gravidez, além do acompanhamento psicológico.
Em Maceió e Arapiraca, alguns espaços contam com profissionais especializados e estrutura voltada para as vítimas de violência sexual, como é o caso da sala lilás do Instituto Médico Legal (IML), o Hospital da Mulher e a Unidade de Emergência do Agreste. Nesses locais, é possível fazer ainda Boletim de Ocorrência.
Onde denunciar?
Delegacia da Mulher
O serviço de denúncia em Alagoas é direcionado para as três delegacias especializadas: que funcionam de 8h às 18h.
- 1ª Delegacia da Mulher: no Complexo de Delegacias Especializadas, em Mangabeiras (82-3315-4976) – funciona 24 horas por dia
- 2ª Delegacia da Mulher: no Salvador Lyra, Rua Antônio Souza Braga (3315-4327) – funciona de 8h às 18h
- Delegacia da Mulher de Arapiraca: na Rua São Domingos, no Centro (3521-6318) – 8h às 18h
Central de Flagrantes I
A Central de Flagrantes I, localizada na Avenida Fernandes Lima, funciona de forma ininterrupta, 24 horas diariamente. Nela, há o Núcleo de Atendimento a Mulher, que atende casos de violência doméstica e sexual. O telefone para atendimento é (82) 3315-1970.
Disque 180
Telefone exclusivo de atendimento à mulher do governo federal. O número presta apoio e escuta mulheres em situação de qualquer tipo de violação ou violência de gênero. Por meio do canal, os casos são encaminhados a órgãos competentes.
Aplicativo Fica Bem
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) desenvolveu um aplicativo para que as vítimas de violência sexual denunciem os casos sem sair de casa. Com isso, a secretaria esperar reduzir a subnotificação dos casos, que é de 30%. Por enquanto, só disponível para sistema operacional Android.
Disque 100
- WhatsApp: (61) 99656-5008
- Telegram: por meio do canal Direitoshumanosbrasilbot
- App Direitos Humanos Brasil: disponível para iOS e disponível para Android
Fonte : G1








