O produtor de eventos Felipe Lima, de 39 anos, acusado do golpe da formatura por centenas de vítimas em Alagoas, ganhou o direito de responder ao processo em liberdade e ainda tenta hipotecar uma casa da família para ressarcir as vítimas. A informação foi passada ao g1 nesta sexta-feira (10) pelo seu advogado, Wallace Miranda.
A prisão do produtor de eventos aconteceu no dia 2 de fevereiro. No dia seguinte, segundo o advogado, ele conseguiu o relaxamento de prisão em audiência de custódia, “em virtude de o crime não ter sido cometido com violência ou grave ameaça, bem como ele estar solto não causa risco à ordem pública nem ao andamento do processo”.
Embora em liberdade, o réu ainda pode ter a prisão preventiva decretada caso descumpra as seguintes medidas cautelares:
- não pode cometer fato definido como crime doloso;
- deve comparecer a todos os atos processuais; comparecer bimestralmente em juízo para informar e justificar suas atividades;
- não alterar residência ou sair da comarca sem autorização judicial;
- deve recolher-se em sua residência das 22h às 5h
Estima-se que o prejuízo seja de cerca de R$ 200 mil. Felipe Lima confessou em depoimento que não conseguiu cumprir os contratos firmados, mas que não obteve vantagem ilícita. O motivo teria sido uma “indisponibilidade financeira”, que o fez pegar o dinheiro dos formandos e fazer movimentações erradas na esperança de ressarcir os valores a tempo dos eventos.
Contudo, de acordo com o advogado, não há prazo para que o pagamento seja ressarcido porque é preciso seguir o trâmite burocrático do banco até que seja finalizada a hipoteca do imóvel. Também não há informação do valor exato devido às vítimas.
“Mas assim que for resolvida essa questão burocrática e ele tiver o dinheiro em mãos, vai começar a pagar àqueles que não tiveram seus eventos realizados, bem como procurar os que ainda irão acontecer”, afirmou o advogado do produtor de eventos.
As vítimas são alunos de escolas e faculdades que pagaram por formaturas e não tiveram os serviços prestados, além de estudantes que anteciparam pagamentos planejando uma festa no futuro, mas que temem que ela também não seja realizada.
Fonte: G1








