O ex-presidente teria usado recursos da Odebrecht para comprar apartamento em São Bernardo do Campo, segundo ex-procurador
O deputado federal eleito Deltan Dallagnol (Podemos-PR) disse na segunda-feira (24) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma terceira acusação de corrupção que nunca foi levada à Justiça. Segundo Dallagnol, que é ex-procurador da Lava Jato, essa foi a acusação “mais escancarada de todas” contra o petista.
Em entrevista a um podcast, Dallagnol disse que Lula teria desviado R$ 12,4 milhões que a construtora Odebrecht repassou ao Instituto Lula e usado esse dinheiro para comprar um apartamento em São Bernardo do Campo (SP). De acordo com o ex-procurador, corrigido para os dias atuais, o valor movimentado pelo ex-presidente chegaria à casa dos R$ 30 milhões.
“Esse terceiro processo envolvia dinheiro que saía da Odebrecht e ia parar no apartamento do lado de onde ele vivia em São Bernardo do Campo. Ele quebrou a parede e passou a ocupar o apartamento. E nesses imóveis estavam envolvidos coisa de R$ 12,4 milhões. Se você somar esses benefícios pessoais e atualizar, o valor dá R$ 30 milhões. Fora o fato de que ele foi condenado por corrupção no esquema maior, da Petrobras”, explicou.
Dallagnol comentou que essa acusação nunca foi julgada em virtude da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de considerar a 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba incompetente para julgar os processos de Lula na Operação Lava Jato. O ex-presidente recebeu duas condenações, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas ambas foram anuladas, conforme o entendimento do STF.








