O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) denunciou sete pessoas envolvidas em fraudes fiscais no Agreste de Alagoas. Elas foram denunciadas por crimes autônomos de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de bens, além de crimes de sonegação fiscal, que serão alvo de denúncia a parte. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (8).
Os sete denunciados (sendo 6 homens e 1 mulher) foram investigados na Operação Rei do Sol, deflagrada no dia 10 de dezembro de 2019 pelo Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), com o apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ao todo, 10 pessoas foram presas na região do Agreste. Entre elas, o principal alvo da operação, um grande empresário do ramo de alimentos na região. Segundo o Gaesf, a organização criminosa com base em Arapiraca deu prejuízo de R$ 4.657.730,62 aos cofres públicos do Estado.
O coordenador do Gaesf, promotor de Justiça Cyro Blater, disse que dois dos denunciados já respondem, na 17ª Vara Criminal por crimes semelhantes.
Segundo as investigações, as empresas envolvidas efetuaram um expressivo volume de vendas sem a emissão de documentos fiscais, entregaram mercadorias em locais diversos dos indicados nos documentos fiscais, realizaram o cancelamento fraudulento de um grande número de documentos fiscais, não recolheram o ICMS por Substituição Tributária de diversas mercadorias comercializadas, usaram artifícios para burlar as regras do regime de benefícios fiscais de atacadistas e constituíram empresas em nome de interpostas pessoas.
Além disso, ocorreram delitos de formação de organização criminosa, falsificação de documentos, lavagem de bens, falsidade ideológica e crimes tributários, dentre outros.
Fonte: G1








