A força-tarefa de enfrentamento à Covid-19 do Ministério Público do Estado de Alagoas deu prazo de 10 dias para que a prefeitura da Barra de São Miguel responda aos questionamentos dos promotores sobre uma festa clandestina realizada em uma marina da Barra de São Miguel, Litoral Sul de Alagoas.
As explicações foram requisitadas pela promotoria do município e informadas nesta quarta-feira (18) durante reunião virtual entre os membros da força-tarefa.
“Requisitamos todas as informações necessárias para que o Ministério Público possa formar juízo de valor sobre o caso. Queremos saber se a prefeitura sabia da festa, se autorizou a realização ou, em último caso, se ela agiu com negligência. O município terá prazo de 10 dias para responder à nossa solicitação”, disse Vinícius Calheiros, titular da 2ª Promotoria de Justiça de São Miguel dos Campos, que tem atribuição para atuar na área cível.
O promotor também afirmou estar reunindo os nomes de todas as casas de evento da Barra de São Miguel para exigir que os seus proprietários só autorizem a realização de festas a partir do momento que os locatários comunicarem a prefeitura sobre a intenção de promover tais iniciativas.
O organizador do evento deverá ser responsabilizado criminalmente. O evento reuniu centenas de pessoas sem máscaras, descumprindo uma lei estadual e o decreto com protocolos da fase amarela para evitar o contágio pelo coronavírus.
A Polícia Civil abriu inquérito e a delegada Liana Franca informou já identificou e localizou os responsáveis pela festa. Eles devem ser ouvidos nos próximos dias. Após concluir a investigação sobre a responsabilidade do organizador da festa, a polícia irá enviar os autos ao Ministério Público para que o órgão adote as medidas cabíveis.
Sobre as festas que ocorreram em Maceió durante o final de semana, a força-tarefa vai enviar ofício à direção-geral da Polícia Civil para saber se há alguma apuração em curso para identificar os responsáveis.
fonte: g1








