O Ministério Público Estadual de Alagoas (MP-AL) denunciou mais 11 pessoas que foram presas na Operação Noteiras, realizada em Alagoas e São Paulo, contra um esquema de sonegação de impostos. Os investigados foram denunciados até 100 vezes pelos crimes de falsidade ideológica e organização criminosa. A informação foi divulgada nesta terça-feira (27).
Entre os acusados está Rodrigo Onofre, secretário de Recursos Humanos da prefeitura de Sorocaba (SP).
Foram denunciados também Edilson Medeiros de Freitas, Leonardo Massa, Renan Ataíde do Prado, Denis Francisco de Oliveira, Ana Lúcia Specchi, Cássia Cristina Alonso, Cristiane Cíntia das Chagas, Ana Carolina Crivelli Rodrigues de Souza, Guilherme Martins Peres e Débora Luiz da Silva. Todos moram na região de Sorocaba.
Outras três pessoas que também foram presas na operação já tinham sido denunciadas 203 vezes por falsidade ideológica e 41 vezes por lavagem de bens.
As investigações, coordenadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), do MP-AL, apontam para um prejuízo de R$ 435 milhões aos cofres públicos.
Entre os alvos da operação estavam empresários, advogados e contadores de empresas e pessoas físicas. Foram cumpridos 10 mandados em Alagoas, além de 23 endereços nos municípios de Guarulhos, Sorocaba, Votorantim, Indaiatuba e Pilar do Sul (SP).
De acordo com o Gaesf, as fraudes aconteceram por meio da emissão de mais de 20 mil notas fiscais fraudulentas, no valor aproximado de R$ 4 bilhões, por meio de 102 empresas de fachada, com informações inverídicas relativas a propriedade e gestão desses estabelecimentos comerciais que nunca existiram.
fonte: G1








