O CSA aposta em técnicos promissores do futebol brasileiro. Fez isso no ano passado, gostou, e pretende repetir a fórmula. Bruno Pivetti, que deve ser anunciado até segunda-feira, se encaixa nesse perfil.
O ge apurou que ele não era o primeiro da lista do executivo Rodrigo Pastana, mas também não desagradou o dirigente. Nesse caso, foi decisiva a palavra do presidente Rafael Tenório, que recebeu a indicação de empresários e colocou o nome em debate. Marcelo Oliveira (ex-Cruzeiro) também foi avaliado, mas Pastana votou contra.
Nova safra
Pivetti (esse é o sobrenome dele) é mais jovem do que Maurício Barbieri, que estava com 39 anos quando trabalhou no CSA, em 2020. Eles têm três anos de diferença, mas muitas semelhanças.
Por isso, é importante lembrar que a pouca experiência de Barbieri pesou contra ele no CSA, tanto que o técnico comandou o time por apenas seis jogos.
Foi eliminado na Copa do Brasil logo na primeira fase, tropeçou em partidas menores e deixou o clube um mês depois de começar o trabalho. No entanto, a roda girou rapidamente e hoje ele está no Red Bull Bragantino, umas das forças da Série A.
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Bruno Pivetti foi técnico do Vitória no ano passado — Foto: EC Vitória / Divulgação
Mozart também é da nova geração. Era auxiliar no Coritiba antes de fechar com o CSA e tem apenas 41 anos.
Em Alagoas, ele montou um sistema diferente, moderno, com destaque para a saída de bola, mas deixou o clube sob críticas, principalmente depois da queda de rendimento da equipe em abril.
Na despedida, quase dividiu a exigente torcida azulina, até porque não conquistou um acesso que parecia possível para a Primeira Divisão. A eliminação na segunda fase da Copa do Brasil também abalou a confiança.
Por outro lado, no Brasileiro, ele tirou o time da zona do rebaixamento pouco tempo depois que chegou. E mais: o CSA, entre outubro e dezembro, foi a sensação da Série B, com destaque para a goleada por 5 a 1 sobre o Confiança, fora de casa.
Numa enquete promovida pelo ge nesta semana, a maioria da torcida do CSA (53.02%) lamentou a saída de Mozart.
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Enquete do CSA — Foto: ge
Sequência
Pivetti tem um estilo parecido com o de Mozart. Gosta de uma saída de bola moderna, com a participação do goleiro, e de volantes que saibam articular as jogadas. Atleta apenas marcador não tem vez no meio-campo montado por ele.
Bruno é um estudioso, como Barbieri e Mozart, mas ainda busca seu espaço no futebol. Juntando o trabalho no Vitória e no Tombense, ele soma apenas 29 jogos na carreira.
O nome de Pivetti começou a aparecer no futebol somente em 2016, quando foi auxiliar de Paulo Autuori no Athletico. Antes, trabalhou com Fernando Diniz nos tempos de Audax.
Traz até um pouco do estilo de jogo do ex-técnico de São Paulo e Fluminense. Gosta de ficar com a bola e fazê-la girar até chegar ao ataque.
A pouca experiência, no entanto, atrapalhou o trabalho de Bruno no Vitória. Ele não tinha um nome muito forte para suportar o tranco depois de resultados ruins. A diretoria aceitou a pressão de parte da torcida e dispensou o treinador em outubro. Eduardo Barroca foi o substituto.
Os sistemas de jogo mais usados por Pivetti no time baiano foram o 4-4-2 sem a bola, com duas linhas próximas, e o 4-3-3 quando atacava.
Fora de campo, ele é muito educado e teórico, foge completamente do estilo mais boleirão, como o de Argel Fuchs, por exemplo, que trabalhou no CSA em 2019 e 2020.
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Bruno Pivetti colocou o Tombense em quarto lugar no Mineiro — Foto: Victor Souza/Tombense
Boa campanha no Mineiro
No Tombense, Pivetti vem fazendo um bom trabalho nesta edição do Campeonato Mineiro. O time é o quarto colocado no estadual, com 17 pontos, e perdeu apenas para o Atlético-MG, por 2 a 1. Contra o Cruzeiro, no Mineirão, empatou sem gols.
Domingo, o time de Tombos garante vaga na semifinal se vencer em casa o Pouso Alegre, às 16h. Depois desse jogo, inclusive, o treinador deve ser anunciado pelo CSA.
Fonte: GloboEsporte








