O delegado Robervaldo Davino, do 6º Distrito Policial da capital, indiciou um engenheiro civil de 69 anos pelo crime de injúria racial cometido contra uma promotora de vendas negra dentro de um shopping em Maceió. O inquérito foi concluído nesta sexta-feira (18) e enviado ao Ministério Público do Estado (MP-AL), que vai analisar se envia o processo à Justiça.
A pena para o crime de injúria racial varia de 1 a 3 anos de reclusão. Os nomes da vítima e do suspeito não foram divulgados.
O crime aconteceu no dia 3 de dezembro, quando a promotora de vendas de 26 anos caminhava pelo shopping acompanhada de duas amigas e ouviu o homem comentar com outra pessoa: “Está vendo esta garota aí”, apontando para vítima, “ela pensa que a cor dela e os cabelos dela são bonitos, mas eu, particularmente, acho que são horríveis”.
Segundo a polícia, após ouvir o comentário do engenheiro, a vítima ainda tentou confrontá-lo, mas ele insistiu nas afirmações, dizendo que era a opinião dele. No dia seguinte, ela denunciou o caso à polícia.
O delegado informou à reportagem do G1 que o homem apontado pela vítima como autor dos comentários racistas prestou depoimento e disse que não estava no shopping no dia do ocorrido e que não lembra que fez o comentário. Contudo, a polícia recebeu gravações que mostram o homem falando com a vítima no shopping.
Essas gravações foram utilizadas nas investigações e também mostradas ao homem denunciado. Ao assistir às imagens, o homem mais uma vez insistiu afirmando que não lembrava desse momento e que não estava no local.
A injúria racial consiste em ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem. Diferentemente do crime de racismo, que é quando atinge uma coletividade determinada de indivíduos, discriminando toda a integralidade de uma raça.
Fonte: G1








