Apurações passam por dívida superior a R$ 10,6 bilhões, folhas fantasmas, abandono de projetos e indícios de superfaturamento
Além das investigações em andamento nos Ministérios Públicos Federal (MPF), Estadual (MPE), de Contas (MPC), Tribunal de Contas da União (TCU), Controlado Geral da União (CGU), Polícia Federal, entre outros órgãos de fiscalização e controle, em quase todas as secretarias e órgãos mais importantes do Executivo estadual, tem ainda os Sindicatos de Servidores Públicos, as associações de policiais civis e militares, o Núcleo pela Auditoria Cidadã da Dívida Pública, deputados e profissionais liberais, apontando diversas “falhas e irregularidades” na gestão Renan Filho (MDB). Os problemas resultaram em desperdício bilionário de dinheiro público, identificados em obras iniciadas nos últimos oito anos sem previsão de término, e pagamento de folhas de servidores e gratificações fantasmas.
Ao contrário das imagens da propaganda oficial, o estado vive situações que se assemelham ao sucateamento em pastas fundamentais como a da Educação, Saúde, Segurança Pública, Infraestrutura, Agricultura, entre outras autarquias. Projetos como a construção do Canal do Sertão, iniciada em 1990, dos quais 250 quilômetros previstos tem pouco mais de 120 quilômetros concluídos, já engoliu mais de R$ 3,5 bilhões. Nos últimos oito anos andou apenas 30 quilômetros e está parado por conta das investigações de suspeitas de sobrepreço (superfaturamento). Outro problema que salta aos olhos são as duplicações de rodovias que deveriam estar concluídas há mais de três anos e continuam sem prazo definido de conclusão.
Os problemas são tantos que obrigam o futuro governo tampão e o que for eleito em outubro para assumir a partir de 1º de janeiro de 2023, a promoverem uma profunda auditoria em toda a máquina pública do governo estadual referente a gestão de Renan Filho, instalada a partir de 2015. A recomendação é de parlamentares, sindicatos de servidores estaduais, entidades de militares, economistas e do Núcleo alagoano pela Auditoria Cidadão da Dívida Pública.
Fonte: PoliticaNaMira








