A equipe do Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima, concluiu nesta sexta-feira (3) as escavações das covas e exumações dos corpos de indigentes enterrados no Cemitério Municipal Divina Pastora, no bairro do Rio Novo. Foram realizadas 13 escavações para retirada de ossos e, no espaço vago, sepultada a mesma quantidade de corpos que se encontravam no IML de Maceió aguardando vagas.
O mutirão para as exumações e sepultamentos foi uma das ações firmadas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o IML e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, no Ministério Público Estadual. Os corpos exumados foram sepultados em 2011 e os inumados estavam há mais de 30 dias no IML, prazo estipulado pelo órgão para identificação por parte dos familiares.
O perito médico-legista Kleber Santana, coordenador dos trabalhos, explicou que as ações foram concentradas em uma área onde são enterrados os corpos de indigentes. Após a identificação das covas, as ossadas são retiradas, ensacadas e transferidas para os ossuários.
“Com a finalização dos trabalhos, conseguimos cumprir a meta estipulada pelo TAC, mas isso não garante definitivamente a disponibilidade de vagas para sepultar corpos de indigentes. Por isso, iremos sugerir na próxima reunião com o Ministério Público a necessidade de criar uma normatização e, posteriormente, uma lei estadual para definir as regras para esse tipo de exumação”, afirmou o legista.
Dos trezes corpos desenterrados, duas eram ossadas, que foram encaminhadas direto para o ossuário do cemitério. Com as exumações e os sepultamentos realizados na sexta-feira, restaram no IML apenas sete corpos que entraram após a assinatura do TAC e que esperam o prazo estipulado pelo órgão para a identificação oficial feita por familiares ou exames de necropapiloscopia e DNA forense.








