Além do vice-presidente Michel Temer, ex-petistas como os senadores Marta Suplicy (PMDB-SP) e Cristovam Buarque (PPS-DF) também foram alvos das palavras de ordem dos militantes pró-Dilma que se aglomeraram ao pé da rampa do Palácio do Planalto. A petista realizou um pronunciamento no local e recebeu cumprimentos.
“Michel Temer, seu infeliz, você não sabe o que te espera no País”, gritam. “Marta traidora, Cristovam traidor, nós não vamos esquecer”, avisavam os manifestantes. A mobilização no local começou mais fraca, com aproximadamente 200 pessoas, mas aumentou conforme se aproximou o discurso de Dilma.
Militante de movimentos de moradia e direitos humanos em São Paulo, Olga Quiroga, chilena de 79 anos que vive há 56 anos no Brasil, protegia a cabeça do sol forte com um lenço vermelho. Grudada à grade de proteção, ela aguardou desde às 7h30 o discurso de Dilma para seus apoiadores.
“Sem Dilma, os projetos sociais não vão avançar porque a elite não gosta que as pessoas de baixa renda subam. Hoje nossos filhos estão na universidade, temos carro, andamos de avião e eles não gostam disso”, disse Olga, que chegou segunda-feira, 9, a Brasília para reforçar as manifestações contra o impeachment.
Os manifestantes alternaram slogans da campanha de Dilma com ataques ao novo governo. “Quem não tem voto não pode governar” e “Temer ladrão o seu lugar é na prisão” foram repetidos a todo momento. “No meu País eu boto fé porque ele é governado por uma mulher”, gritaram também. “Ela ainda é presidenta”, repetiu um grupo de integrantes do movimento feminino.
Estadão








