A pandemia causada pela Covid-19 atrapalhou não só as questões de saúde e financeira dos clubes alagoanos. Representantes de Alagoas na Série B do Brasileiro, CRB e CSA têm sofrido também com outro problema na disputa da competição nacional: a falta de voos.
Dos dois lados, o discurso é o mesmo: chegar ao destino e retornar para Alagoas no menor espaço de tempo não tem sido tarefa fácil.
Supervisor do CRB, Marcos Lima Verde é responsável também pela programação das viagens do clube. Ele comentou como tem sido organizar a logística do Galo
– A dificuldade tem sido muito grande com relação à saída de voos de Maceió. Assim que a tabela sai, a gente pede os voos com um mês antes. E o que está acontecendo é que não estamos conseguindo os voos. A argumentação é que 70% dos voos daqui de Alagoas caíram e, por isso, não conseguimos voos adequados para as nossas viagens.
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Marcos Lima Verde organiza as viagens do CRB — Foto: Leonardo Freire/GloboEsporte
Ele fez questão de destacar o empenho do clube para organizar as viagens com o máximo de antecedência, mas ressaltou que esbarra com problemas da malha aérea.
– Vale destacar que temos feito o nosso papel, pedindo os voos com a antecedência necessária, como manda o figurino. A toda hora, eles querem nos colocar para Recife. Na verdade, eu não sei o que está acontecendo com esse trecho Maceió.
“A dificuldade é tremenda tanto para sair como chegar aqui por Maceió”.
O supervisor também citou o problema enfrentado pelo CRB na última viagem para Florianópolis, quando a delegação teve que atrasar o retorno para Alagoas por problemas mecânicos em uma aeronave.
– Na última viagem, houve um problema mecânico no voo que, graças a Deus, foi detectado na ida do time para aeroporto, antes da decolagem. Tivemos transtorno, mudamos toda a logística e tudo isso dificultou muito.
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Delegação do CRB no Aeroporto Zumbi dos Palmares — Foto: Ricardo Amaral/GloboEsporte
Gerente de futebol do CSA, Marcelo de Jesus também falou sobre os problemas enfrentados com a logística após a pandemia da Covid-19.
– A logística este ano, depois da pandemia, ficou muito ruim, tá horrível. Mesmo que você receba a tabela desmembrada e j[a selecione os voos melhores para sua delegação, onde você dá preferencia a viagens com menos escalas, minimizando o cansaço nos aeroportos, as companhias estão cancelando os voos.
“Às vezes, pra chegar no nosso destino, tivemos que parar em São Paulo, dormir lá e seguir viagem no dia seguinte. Isso é ruim”.
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Marcelo de Jesus organiza as viagens do CSA — Foto: Rafael Brito/GloboEsporte
Ele disse que o Azulão, assim como o CRB, também já sofreu com problemas em aeronave.
– Nós jogamos em Salvador e depois no Maranhão e na ida para o Maranhão deu um problema na aeronave e a delegação teve que esperar mais de quatro horas para reembarcar. Isso é ruim.
Marcelo de Jesus criticou a Confederação Brasileira de Futebol pelo problema.
– Eu vejo isso como uma falta de organização da Confederação (Brasileira de Futebol). Já que você está disposto a fazer um campeonato de alto rendimento, como é o Brasileiro, você tem que dar condições necessárias, e não ver qualquer voo para colocar 30, 35 pessoas, pra chegar no destino do jogo.
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CSA em embarque durante a Série B — Foto: Pedro Ferro/GloboEsporte
Fonte: GloboEsporte








