O CSA lançou neste domingo um documentário sobre a campanha na Conmebol de 1999. Vice-campeão sul-americano, o Azulão foi o clube do Nordeste que chegou mais longe numa competição internacional.
O documentário foi produzido por Augusto Oliveira e Levi Yuri, que trabalham no departamento de comunicação do clube. Foram entrevistados o técnico Otávio Quadros, o zagueiro Márcio Pereira e o meia Bruno Alves.
– Era uma época com jogadores da base. As crias do Mutange foram importantes na trajetória da competição. E foi também um tempo que não havia muitas informações dos adversários, principalmente os estrangeiros. Então a equipe se preparava e não deixava se intimidar com os rivais. Acredito que muitos torcedores nunca tinham visto os gols, alguns lances, do CSA nessa competição – destacou Augusto.
Os personagens contam detalhes da campanha, jogo a jogo, e Bruno chega a se emocionar quando fala sobre a decisão contra o Talleres, da Argentina.
O ex-jogador diz que o vice-campeonato pode ser considerado um título. Ele tem um carinho especial pela medalha da Conmebol.
A gente saiu do Mutange e chegou a uma decisão da Conmebol, internacional. Isso aqui, a medalha, é uma relíquia que vou guardar para o resto da minha vida.
Otávio conta que parou de jogar há 17 anos e até hoje é lembrado por causa da campanha. O treinador destaca uma conversa com o argentino Ricardo Gareca, que estava no Talleres e depois comandou até o Palmeiras.
– Depois do jogo, o treinador deles, o Gareca, me procurou e falou que ninguém conhecia o CSA e muito menos Maceió, Alagoas. Mas, depois daquela data, na Argentina, o CSA era conhecido e o estado de Alagoas também.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2020/K/9/A9EI9iTOS2jEjBb2QI1w/otavio10.png)
Otávio Quadros era o técnico do CSA na época da Conmebol — Foto: Reprodução documentário do CSA
Para o zagueiro Márcio Pereira, em 1999, a força do CSA estava na união do grupo e no fator casa.
– Aqui dentro de casa, a nossa equipe era superior a qualquer equipe. A gente estava entrosado e era um time que se identificava muito com a torcida, que ia a campo e enchia o Rei Pelé.
A decisão
Os personagens contam que o CSA sofreu uma grande pressão na Argentina. Para completar, o árbitro paraguaio Ricardo Grance ainda expulsou Fábio Magrão no início do jogo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2020/L/S/jG82f0S3KvFdH4beQHsg/marcio-pereira.png)
Márcio Pereira destaca a força da torcida do CSA — Foto: Reprodução documentário do CSA
Em Maceió, o Azulão venceu por 4 a 2 e, em Córdoba, perdeu por 3 a 0, na segunda partida.
– Antes do jogo, eles não deixaram a gente aquecer direito. Pessoas desceram de paraquedas no gramado, não tinha segurança nenhuma. Mas a gente fez uma boa competição – lembrou Márcio.
O time base do CSA na competição tinha: Veloso, Mazinho, Márcio Pereira, Jivago e Williams Bidé; Léo, Ramon, Fábio Magrão e Bruno Alves (Souza); Mimi e Missinho. Técnico: Otávio Quadros.
Fonte:GloboEsporte








