A Fifa apresentou uma proposta para mudança na regra de substituições durante as partidas. Ao invés de três alterações, como é permitido atualmente, sugere que os clubes possam fazer até cinco mudanças durante o tempo normal e uma quando houver prorrogação.
O GloboEsporte ouviu a opinião do técnico do CSA, Eduardo Baptista, sobre o assunto.
– Para esse momento pós-pandemia, acho válido, porque o calendário vai apertar e devemos jogar, praticamente, sem folga. Serão muitas perdas. Eu acho interessante até para você poder poupar e ter um elenco mais sadio – defendeu, fazendo também um alerta para outra questão que vai além das quatro linhas.
– Mais pra frente, para se tornar uma medida definitiva, tomando como exemplo o Campeonato Brasileiro, que tem abismo financeiro entre clubes, eu acho que os clubes com mais dinheiro terão mais condições de se fortalecer.
Você aumenta esse abismo que já existe
– Você tem duas equipes, Flamengo e Palmeiras, com grande potencial para serem campeãs brasileiras… Então imagina você pegar e colocar cinco caras desse num jogo com direito a revezar. Você termina fortalecendo ainda mais. Penso que precisa ser melhor estudado. Não passa apenas por cinco substituições, mas eu vejo como uma questão de distribuição de renda.
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Eduardo Baptista defende que proposta seja melhor estudada — Foto: Ailton Cruz/GloboEsporte
A medida ainda precisaria do aval da International Board (IFAB), órgão que faz a gestão das regras do esporte. A intenção seria permitir que as equipes lidem melhor com o desgaste de seus atletas na retomada das ligas em todo o mundo, quando muitos jogos devem ser disputados com poucos dias de intervalo.
Fonte:GloboEsporte








