A paralisação do futebol brasileiro por causa da pandemia do coronavírus mexeu com os clubes e profissionais da bola. No CSA, para tentar minimizar o prejuízo pela falta de treinamentos, o preparador físico do Azulão montou uma estratégia para os atletas.
Em contato com o GloboEsporte, Caio Gilli disse o que tem feito para não deixar o rendimento da equipe cair com a pausa forçada.
– Eu tentei fazer um programa parecido com as capacidades que eu queria que o atleta desenvolvesse em ambiente externo. Como Maceió é uma cidade de litoral, tem a praia, e para desenvolver exercícios que necessitam de força tem a areia, não necessita de nenhum aparelho, não precisa de borracha, de colete lastrado… Eu sei que tem pessoas que são contra o trabalho na areia, e eu sou um deles, mas em momentos que não tem o que fazer, foi o único recurso que eu encontrei; tudo isso adaptado ao que eu pensei de capacidade física naquele programa original para esse tipo de ambiente – disse, citando os cuidados que são necessários.
– Eu sei que essa problemática todos que estamos vivenciado se sobrepõe a questão de performance atlética. Mas tem essa recomendação, são treinos de resistência, de força, para que tenha manutenção ou diminuição dessa perda de condição física. Eu entendo que, com tudo isso que está acontecendo, nem sei se o atleta terá condição de fazer.
Para alcançar as metas das recomendações físicas, Caio citou também um aliado tecnológico que o CSA usa para acompanhar a desenvoltura dos jogadores.
– Junto a isso, o CSA usa um aplicativo de controle de carga. São cargas internas que a gente gera através de altas percepções, tanto do treino como da recuperação ou do jogo. É um tipo de dado que fala se o esforço foi leve, médio ou alto. Isso nos auxiliar para saber como os atletas estão chegando e como eles se desenvolveram no treino. Eu e o Cléber Quiroga, fisiologista, estamos sempre atualizando, sempre à disposição dos atletas caso eles queiram tirar alguma dúvida.
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Trabalho físico precisa continuar durante a paralisação — Foto: Augusto Oliveira/CSA
Perguntado sobre os prejuízos que a paralisação pode causar na questão física dos atletas, o preparador apontou fatores que podem prejudicar.
– Se a gente for esquecer o lado da pandemia e falar de rendimento esportivo, vai ter uma perda grande, sim. A performance não está associada somente à questão física. O jogador, quando está estressado, ele rende menos e imagine o quanto isso não deve estar impactando. Tem questão financeira, tem tudo isso envolvido. Por isso, a nossa ideia é manutenção ou diminuição da perda da performance desportiva. É perder o menos possível.
Caio Gilli ressaltou a necessidade de se cumpri a cartilha elaborada pelo departamento de preparação física, mas fez questão de destacar que é preciso respeitar as orientações médicas.
– O que é mais importante eu falar é que eu tenho ressaltado no programa é que devem ser feitas as atividades, mas respeitando as recomendações médicas. Isso é importante. Como o futebol é exemplo para crianças e jovens, pessoas de forma geral, o atleta se cuidando impacta de alguma maneira positiva na sociedade.
Fonte:GloboEsporte








