O óleo que aparece desde o mês de agosto no litoral do Nordeste atingiu a produção de ostras da cidade de Porto de Pedras, Litoral Norte de Alagoas. Segundo a Associação Mariostras, mais de 1.000 ostras que estavam no período de reprodução no rio Manguaba foram perdidas. O número de pontos atingidos pelas manchas de óleo subiu para 30 no Estado.
De acordo com a integrante da Associação Mariostras, Edemara Lara, as ostras que foram atingidas pelo óleo vieram de Santa Catarina.
“Estamos com 1.500 sementes de Santa Catarina, que é diferente da nossa nativa, elas crescem mais rápido. A nativa leva de 5 anos para atingir 6 cm, essas atingem a idade adulta menos tempo. Então, estávamos empolgados com essa produção, mas infelizmente foi tudo perdido”, afirma.
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Ostras morreram por causa do óleo — Foto: Edemara Lara/Arquivo Pessoal
Lara disse ainda que são poucas as ostras que não foram atingidas pelo óleo. “As que estavam no travesseiro (uma tela instalada para o cultivo) e que ainda eram filhotes estavam preservadas, mas o restante, mais de 1.000 ostras em fase de reprodução, foram perdidas. Nem sabemos como vamos fazer para ter novas sementes de Santa Catarina”, reforça.
O coordenador do projeto deputadas de Alagoas do IABS lamenta as perdas. “Temos produção em cinco municípios, mas Infelizmente houve essa perda em Porto de Pedras dessas pessoas quem tem a necessidade de produzir, gerar renda e emprego.
Edemara Lara diz que as mulheres que trabalham na produção das ostras fizeram um mutirão para fazer a limpeza do mangue. “Nós limpamos ontem, nossa preocupação é com a fauna e flora aqui. Como o óleo é da cor do mangue, é difícil com o sobrevoo identificar.
A Justiça Federal em Alagoas concedeu no último sábado (19) liminar determinando que a União e o órgão ambiental adotem medidas, no prazo de cinco dias, para diminuir os danos ambientais causados pelo óleo no estado, sob pena de fixação de multa.
O documento diz ainda que a União, juntamente com o Ibama, devem adotar medidas para a contenção, recolhimento e adequada destinação do material poluente. O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) disse que 533 toneladas de óleo e areia já foram retiradas das praias de Alagoas.
Voluntários se uniram desde que o óleo apareceu nas praias alagoanas. Eles dizem que ação de retirada de óleo das praias é questão de necessidade humana.
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Manchas de óleo na praia de Lagoa do Pau, no município de Coruripe, em Alagoas — Foto: Pei Fon/Raw Image/Estadão Conteúdo
fonte: G1








