A dona de casa Darcinéia Almeida, mãe do menino de 7 anos que foi achado morto na madrugada do sábado (12) no Clima Bom, em Maceió, disse na manhã desta quarta-feira (16) que foi submetida a tortura para confessar que ela e o esposo eram os responsáveis pela morte da criança.
“Além de tortura psicológica eles bateram nas minhas costas e ficaram dizendo: confesse, confesse, confesse que foram vocês que mataram o menino”, disse Darcinéia.
A Polícia Civil informou através de nota encaminhada à imprensa que vai investigar a denúncia (confira abaixo a nota na íntegra).
Segundo o padrasto do menino, Roberto Moraes, ele e a esposa foram levados na noite da terça-feira (15) até a delegacia para prestar depoimento.
“Lá nós fomos separados. Eu fiquei em um lugar e ela em outro. Onde eu fiquei eles fizeram uma roda e um monte de perguntas. Ficaram ameaçando, querendo dizer que foi a gente que fez aquilo. Além do sofrimento da morte ainda temos que conviver com essa acusação”, falou.
O delegado da Polícia Civil, Bruno Emílio, negou qualquer tipo de abuso contra a família.
Nota
A direção da Polícia Civil de Alagoas, em virtude de acusação de supostas agressões, atribuídas a policiais civis, e que teriam ocorrido em uma delegacia de polícia da Capital, esclarece que quaisquer denúncias envolvendo possível desvio de conduta de integrantes da instituição são devidamente apuradas, desde que comunicadas oficialmente.
Adianta ainda que a mãe e o padrasto do menino Danilo Almeida, de 7 anos, foram encaminhados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) a pedido da psicóloga que ouvia o irmão gêmeo do garoto morto, pois ela queria ter a contextualização mais ampla das pessoas que tinham uma relação mais próxima com a vítima.
A Polícia Civil de Alagoas esclarece também que possui dois canais internos para onde podem ser encaminhadas tais denúncias: a Corregedoria de Polícia Civil, localizada na Avenida Comendador Leão, no bairro do Poço, e a Ouvidoria de Polícia Civil, situada no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), na Avenida Gustavo Paiva, em Mangabeiras.
fonte: G1








