Uma operação de combate ao narcotráfico na região amazônica do Peru resultou na localização e destruição de três aeronaves utilizadas por organizações criminosas para o transporte de cocaína. A ação ocorreu em uma pista clandestina instalada na comunidade indígena de Nova Galiléia, no distrito de Ramón Castilla, área estratégica situada na chamada Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Apesar do impacto da ofensiva, os pilotos responsáveis pelos voos ilegais conseguiram escapar antes da chegada das forças de segurança, o que levou à intensificação das investigações.
Confira detalhes no vídeo:
De acordo com a Polícia Nacional do Peru, as aeronaves encontradas apresentavam prefixo brasileiro e integravam uma rede aérea clandestina voltada ao escoamento de cocaína produzida em território peruano. O entorpecente era transportado principalmente para o Brasil, utilizando rotas que envolviam pontos de apoio em estados como Pará e Mato Grosso, regiões frequentemente associadas ao tráfico internacional de drogas por via aérea.
A ofensiva policial não se limitou à destruição dos aviões. Durante a operação, dois laboratórios rústicos destinados ao refino e à preparação da cocaína também foram localizados e inutilizados. Esses espaços funcionavam de forma improvisada, mas suficiente para atender à demanda das organizações criminosas que atuam na floresta amazônica, aproveitando a dificuldade de fiscalização em áreas remotas.
Mesmo com os avanços, a ausência de prisões dos pilotos chamou a atenção das autoridades. Diferentemente de transportadores terrestres ou das chamadas “mulas”, os pilotos ocupam uma posição estratégica dentro da logística do narcotráfico. Trata-se de profissionais altamente especializados, capazes de operar aeronaves em condições extremas, realizando voos em baixa altitude, sem registro oficial, com pousos em pistas improvisadas abertas em meio à selva.
Esses voos costumam ocorrer durante a noite, o que reduz as chances de detecção por radares e patrulhas aéreas. A navegação é feita com base em referências visuais mínimas ou equipamentos simples, exigindo experiência e conhecimento detalhado da região amazônica. Por isso, os pilotos são considerados peças-chave nas organizações criminosas e, ao mesmo tempo, alvos difíceis de capturar.
Segundo as investigações, a cocaína era produzida em áreas próximas à fronteira, armazenada temporariamente e, em seguida, carregada nas aeronaves. Após cruzar o espaço aéreo, a droga chegava ao Brasil, onde poderia ser redistribuída para grandes centros urbanos ou enviada a portos utilizados para exportação internacional, ampliando o alcance do tráfico para outros continentes.
Na segunda fase da operação, as forças de segurança também apreenderam um helicóptero que estaria sendo usado no transporte de entorpecentes, reforçando a complexidade e o nível de investimento das quadrilhas envolvidas. A utilização de diferentes tipos de aeronaves indica uma estratégia diversificada para driblar a repressão policial.
As autoridades peruanas afirmam que as investigações seguem em andamento, com foco na identificação dos pilotos e dos financiadores do esquema. A cooperação internacional, especialmente com órgãos de segurança do Brasil e da Colômbia, é vista como essencial para desarticular completamente a rota aérea clandestina que opera na Amazônia e enfraquecer o tráfico de drogas na região.
Fonte: PensandoDireita








