Segundo ela, Bolsonaro não estaria em condições adequadas para permanecer sob custódia, considerando o histórico médico recente. Michelle relembrou que o ex-presidente passou por uma cirurgia longa e complexa e que, na avaliação da família, não houve tempo suficiente para uma recuperação plena. Para ela, a alternativa mais razoável seria permitir que Bolsonaro deixasse o local de custódia e retornasse para casa, onde poderia receber cuidados médicos mais adequados e acompanhamento familiar direto.
Michelle afirmou acreditar que o ministro Alexandre de Moraes possa agir com bom senso e humanidade diante do caso. Ela destacou que decisões judiciais precisam considerar a condição física e emocional das pessoas envolvidas, especialmente quando há sofrimento evidente. Para a ex-primeira-dama, a Justiça também deve levar em conta as consequências humanas de suas decisões.
Além disso, Michelle fez um apelo ao Supremo Tribunal Federal como instituição, ressaltando que o tribunal não é composto por apenas um ministro. Ela questionou se os demais integrantes da Corte têm conhecimento da situação enfrentada por Bolsonaro e demonstrou angústia ao afirmar que a família se sente sem meios para reagir. Segundo ela, a sensação é de impotência diante da falta de respostas rápidas.
A ex-primeira-dama informou ainda que a defesa do ex-presidente protocolou uma nova petição no STF, acompanhada de um laudo pericial que reforça a necessidade de uma avaliação médica mais aprofundada. Até o momento, segundo Michelle, não houve retorno oficial sobre o pedido, o que aumenta a insegurança da família em relação aos próximos passos.
Mais cedo, Michelle afirmou que a família pretende solicitar à Polícia Federal um relatório detalhado para esclarecer as circunstâncias da queda. O objetivo é saber por quanto tempo Jair Bolsonaro teria permanecido desacordado antes de ser encontrado pelos agentes. Ela explicou que a família quer informações precisas sobre o horário em que o quarto foi aberto e o momento em que o ex-presidente foi localizado no chão.
De acordo com a Polícia Federal, a avaliação médica realizada no local apontou apenas lesões leves. Entre os ferimentos identificados está um pequeno corte na região da bochecha. O relatório da corporação indicou que não houve necessidade de encaminhamento imediato para um hospital, sendo recomendada apenas a observação do quadro clínico no próprio local de custódia.
A Polícia Federal afirmou que segue acompanhando o estado de saúde de Bolsonaro e que qualquer mudança significativa será informada às autoridades judiciais. Enquanto isso, a defesa mantém a posição de que o ex-presidente precisa passar por exames hospitalares mais completos, alegando que o histórico médico e o episódio da queda exigem maior cautela. Até agora, não há uma decisão definitiva sobre a liberação para atendimento fora da unidade da PF.
Fonte: Polinvestimento








