O ex-assessor de Jair Bolsonaro Filipe Martins foi preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (2/1) no Paraná, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes avaliar que ele descumpriu medida cautelar que o proibia de utilizar as redes sociais.
Martins, que foi assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República na gestão Bolsonaro, foi condenado a 21 anos de prisão em dezembro por tentativa de golpe no âmbito do julgamento dos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
A ação ainda não teve o trânsito em julgado, que marcaria o início do cumprimento da pena. Desde o dia 27 de dezembro, contudo, Martins e outros condenados no processo cumpriam prisão domiciliar. Ela também havia sido determinada por Moraes, após a tentativa frustrada de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques.
A medida previa uma série de condições que, se violadas, poderiam ensejar a conversão em prisão preventiva. Na decisão que autorizou a prisão nesta sexta, Moraes avaliou que uma das medidas cautelares foi descumprida por conta de um acesso à rede LinkedIn.
A prisão foi decretada após uma denúncia encaminhada pelo coronel aviador da reserva da Aeronáutica Ricardo Wagner Roquetti, que integrou o Ministério da Educação no início do governo Bolsonaro e foi demitido após divergências com a chamada ala olavista do governo, formada por seguidores do filósofo Olavo de Carvalho, morto em 2022. Martins integrava esse grupo.
Segundo a denúncia de Roquetti feita por email no dia 29 de dezembro, ele recebeu uma notificação em sua conta do Linkedin avisando de uma visita ao seu perfil pela conta de Filipe Martins.
“Em 29/12/2025, foi juntado aos autos notícia de que o réu condenado teria utilizado a rede social LinkedIn para a busca de perfis de terceiros”, diz a decisão de Moraes.
A decisão prossegue dizendo que, na mesma data, o ministro teria determinado a intimação dos advogados de Martins para prestar esclarecimentos sobre o assunto.
Fonte: BBC








