O tiroteio registrado na manhã deste domingo (14/12) em Sydney, na Austrália, deixou ao menos 11 pessoas mortas e diversas outras feridas, segundo informações preliminares das autoridades locais. O ataque ocorreu em um momento de grande circulação de pessoas e coincidiu com a celebração do Hanukkah, festividade judaica que reúne famílias e comunidades em eventos públicos e religiosos. Por conta desse contexto, a polícia e o governo australiano passaram a tratar o caso como um possível atentado terrorista com motivação antissemita.
Confira detalhes no vídeo:
O episódio provocou pânico imediato na região atingida. Testemunhas relataram cenas de correria, gritos e pessoas tentando se proteger em lojas e prédios próximos. Entre os que presenciaram o ataque estava o estudante brasileiro Daniel Silva, que gravou o momento em que fugia do local. O vídeo, que circulou rapidamente nas redes sociais, mostra o jovem correndo em estado de choque, chamando por amigos e tentando escapar do que parecia ser uma situação fora de controle. As imagens ajudaram a dimensionar o clima de desespero vivido nos primeiros minutos após os disparos.
A resposta dos serviços de emergência foi considerada uma das maiores já registradas na cidade. Mais de 40 ambulâncias foram deslocadas para atender as vítimas, incluindo helicópteros de resgate. Hospitais da região entraram em protocolo de emergência para receber feridos, alguns deles em estado grave. Até o momento, as autoridades não divulgaram um número final de pessoas hospitalizadas, afirmando que o balanço pode mudar conforme novas informações forem confirmadas.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, classificou o ataque como um ato de terrorismo durante coletiva de imprensa. Ele afirmou que o país não irá tolerar violência motivada por ódio religioso ou étnico e prometeu uma resposta dura contra os responsáveis. Segundo Albanese, combater o extremismo é uma prioridade do governo, especialmente quando vidas inocentes são alvo direto de ataques planejados.
A suspeita de antissemitismo ganhou força devido ao simbolismo da data. O Hanukkah é uma celebração importante para a comunidade judaica, marcada por encontros públicos e rituais tradicionais. Líderes comunitários expressaram preocupação com a segurança e cobraram reforço imediato da proteção a sinagogas, centros culturais e eventos religiosos.
A repercussão internacional foi imediata. O presidente de Israel, Isaac Herzog, manifestou solidariedade às vítimas e à comunidade judaica australiana. Em mensagem pública, afirmou que ataques desse tipo são uma ameaça não apenas a um grupo específico, mas aos valores democráticos e à convivência pacífica entre povos e religiões.
A imprensa australiana informou que um dos suspeitos foi identificado como Naveed Akram, de 24 anos, pedreiro da zona oeste de Sydney. De acordo com relatos iniciais, ele teria perdido o emprego recentemente, mas as autoridades ainda não confirmaram se ele foi o autor dos disparos ou se está entre os mortos. A polícia destacou que a investigação está em andamento e que qualquer conclusão precipitada pode atrapalhar o processo.
Enquanto as apurações continuam, Sydney permanece em estado de alerta. O policiamento foi reforçado em áreas estratégicas da cidade, especialmente em locais religiosos e pontos turísticos. A população tenta retomar a rotina sob forte impacto emocional, enquanto familiares das vítimas aguardam respostas e justiça.
Fonte: PensandoDireita