Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, voltaram a se destacar no cenário político com o governo de Lula (PT). Após a compra de 12 usinas térmicas da Eletrobras na região amazônica, uma Medida Provisória (MP) assinada por Lula transferiu os custos de R$ 150 milhões mensais dessas usinas para as contas de luz dos brasileiros. A MP também estabeleceu um prazo de 60 dias para a Aneel solucionar a crise da distribuidora Amazonas Energia, principal devedora dessas usinas.
Ciro Gomes (PDT-CE), em entrevista ao UOL na última quarta-feira (10), criticou duramente o retorno dos Batista ao centro do poder. Segundo ele, a aquisição das usinas pela Âmbar Energia, empresa dos Batista, foi seguida por medidas governamentais que eliminaram os riscos financeiros para a companhia, repassando-os para os consumidores. “É muita esculhambação, gente querida”, destacou Ciro em seu canal no YouTube.
Além disso, a compra das térmicas permite à Âmbar converter a dívida de R$ 9 bilhões em participação na Eletrobras, caso adquiram a Amazonas Energia, consolidando sua posição no setor energético da Região Norte. O jornal O Globo apontou “coincidências” na transação, destacando que a Âmbar também se beneficiou em outra ocasião: em setembro do ano passado, comprou a usina Candiota, que teve sua autorização prorrogada por 15 anos e seus custos repassados aos consumidores.
Em uma crítica indireta, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que já disse que Lula estava “de volta à cena do crime” antes de se tornar seu aliado, vê a frase ganhar novo contexto com as ações que beneficiam os irmãos Batista. As críticas se intensificam à medida que mais detalhes surgem sobre os negócios dos irmãos Batista com o governo, levantando suspeitas sobre favorecimentos e a falta de transparência nas transações.
Fonte: PortalNovoNorte








