A “nuvem” de fumaça provocada por queimadas na Amazônia se espalha pelo Brasil há dias, atingindo países vizinho e, nesta quarta-feira (07), a fumaça atingiu São Paulo, Paraná e Bolívia.
Na segunda-feira (05), uma imagem do satélite geoestacionário Goes-16 mostrava a dispersão do rastro de fumaça atingindo o Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Pará.
Em apenas quatro dias, as queimadas no Pará superaram a marca de setembro de 2021. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde primeiro de janeiro até o dia de hoje, os satélites registraram 20.614 pontos de fogo na floresta neste ano.
A Amazônia teve o pior agosto de queimadas nos últimos 12 anos. O pior dia de queima em 15 anos foi registrado no último dia 22.
- Relembre: Em 2019, dia ‘virou’ noite em SP com fumaça vinda de queimadas da Amazônia
- O ASSUNTO: Falta de fiscalização e de estrutura marcaram pior dia de queimadas desde 2007
- Poluição do ar em Rio Branco chegou a ficar 13 vezes mais que o recomendado pela OMS
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Fumaça sobre área de cinco milhões de km² do território brasileiro no Dia da Amazônia — Foto: Inpe
Em Rio Branco, no Acre, a poluição do ar nesta quarta-feira atingiu níveis 13 vezes a mais que o recomendado pela Organização Mundial da saúde (OMS).
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Fumaça Cruzeiro do Sul 7 de setembro de 2022 — Foto: Buno Vinicius/Rede Amazônica Acre
Dados dos sensores que monitoram a qualidade do ar, por meio do sistema Purple Air, mostram que a capital concentrou um pico de 347 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado. A média do dia foi de uma concentração 220 µg/m³.
Fonte: G1








