Os eleitores portugueses deram um grande passo para trás neste domingo (30/01) na eleição legislativa que escolheu novos deputados para a Assembleia da República. Cerca de metade dos eleitores compareceram às urnas e deram maioria absoluta no parlamento ao Partido Socialista do primeiro-ministro António Costa.
Com a maioria absoluta, o governo do primeiro-ministro António Costa poderá manejar com ainda mais liberdade os recursos do fundo europeu para inchar o Estado com os muitos cargos que costuma criar. Costa poderá ainda aprovar com tranquilidade as reformas que empurrarão ainda mais o país para o socialismo.
A permanência do Partido Socialista (PS) no poder se deve, sobretudo, às dificuldades do seu grande rival, o Partido Social Democrata (PSD), que é dirigido por um líder pouco habilidoso, o deputado Rui Rio.
A polarização entre PS e PSD em Portugal é muito semelhante àquela que o Brasil viveu durante vinte anos entre PT e PSDB. E, assim como o PT, seu congênere português, o PS, viveu grandes escândalos de corrupção com o ex-primeiro-ministro José Sócrates – muito próximo de Lula. Porém, nem com a notória corrupção do partido, o PSD conseguiu vencê-los.
A fraqueza do PSD deu espaço para o surgimento de um partido de direita, o CHEGA!, que após esta eleição pulou de 1 para 12 deputados e tornou-se a terceira força política de Portugal.
O vencedor PS conquistou 117 das 230 cadeiras do parlamento. Em segundo lugar ficou o PSD com 71 assentos. Ainda há quatro vagas a serem definidas e que dependem dos votos dados no estrangeiro.









