A Justiça decidiu nesta quinta-feira (18) que o padrasto do menino Danilo, assassinado aos 7 anos em outubro de 2019 no Clima Bom, em Maceió, vai ser julgado em júri popular. A data do julgamento ainda vai ser marcada.
Segundo o processo, José Roberto de Morais estuprou e matou o enteado a facadas e também lavou e ocultou o cadáver da criança. Na decisão, a Justiça manteve a prisão preventiva do réu.
“Indícios do perigo gerado pelo seu estado de liberdade são extraídos dos depoimentos que indicam que ele é pessoa violenta e contumaz na prática de crimes no âmbito doméstico, violentando fisicamente, psicologicamente e sexualmente as mulheres e crianças com quem conviveu”, diz trecho da decisão.
Na época do crime, o padrasto e a mãe de Danilo contaram que a criança desapareceu depois de ser levada por uma mulher, que também teria tentado levar o irmão gêmeo da vítima, mas as investigações mostraram que não havia mulher e que o autor dos crimes foi o padrasto.
José Roberto também é acusado de ter coagido e drogado a ex-esposa e mãe dos gêmeos, Dacineia Carlos de Almeida, para que ela mentisse em seu depoimento e acusasse a polícia de tortura.
O réu foi preso ainda em 2019 suspeito de ter praticado tentativa de homicídio, estupro de vulnerável, lesão corporal, cárcere privado e sequestro no ano de 2010 contra sua companheira à época e também contra sua enteada de 11 anos.
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José Roberto de Morais é acusado de estuprar e matar seu enteado, o menino Danilo de apenas 7 anos; crime aconteceu em 2019, no Clima Bom, Maceió — Foto: Reprodução/G1
Fonte: G1








