O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirmou neste sábado (13.nov.2021) que o mercado de carbono será uma “oportunidade para o Brasil”. A declaração foi feita à CNN Brasil no início da noite, depois do acordo firmado entre países na COP26 (Conferência das Nações Unidas para a Mudança do Clima).
Um dos pontos aprovados é a regulamentação do chamado mercado de carbono, sistema no qual países que atingirem suas metas de redução de gás carbônico poderão vender seus créditos excedentes a um país que não bateu a meta. Cada tonelada de gás carbônico equivale a um crédito de carbono.
Por exemplo, se um país precisa reduzir sua emissão em 1.000 toneladas, mas cortou 1.200, ele fica com 200 créditos de carbono, que podem ser então vendidos a outro país que não atingiu sua meta. Os valores também valem para capturas de carbono, por meio de preservação de florestas nativas.
Ao comentar o modelo, Joaquim Leite afirmou que o Brasil “vai receber” para proteger áreas com floresta nativa. “Você vai receber para proteger o carbono que está na floresta nativa. Em todos os biomas brasileiros, você poderá gerar crédito de carbono por proteger a floresta nativa”, disse Leite. “Entendemos que entende que o mercado de carbono é uma oportunidade para o Brasil. O Brasil será um grande exportador de crédito”.
O mercado de carbono era uma das principais demandas da delegação brasileira na COP26, realizada em Glascow, na Escócia. A cúpula foi encerrada neste sábado (13.nov) com acordo que traz o compromisso inédito para desestimular o uso de combustíveis fósseis.
O documento final da COP26 foi aprovado depois de muita negociação e algumas flexibilizações na proposta inicial. Ao todo, 3 rascunhos do acordo circularam entre os negociadores antes de os países chegarem a um consenso sobre os termos do compromisso.
O texto fala em “reduzir” e não “eliminar” o uso do carvão e os subsídios aos combustíveis fósseis. A troca foi solicitada pela Índia e tornou-se a forma encontrada pelos negociadores para incluir esta questão no documento final da COP26. É a 1ª vez que um acordo sobre o clima no planeta faz referência aos combustíveis fósseis.
Fonte: TerraBrasilNoticias








